Superintendente da Suframa quer união para enfrentar dificuldades econômicas
A VI Reunião Ampliada do Parlamento Amazônico debateu em Porto Velho/RO, temas ligados ao desenvolvimento regional dos nove Estados da Amazônia Legal. O evento teve a participação da Superintendência da Zona Franca de Manaus, economista Rebecca Garcia.
A superintendente da Suframa abordou o tema "Fronteiras do Desenvolvimento Regional Através da Suframa", quando falou sobre os gargalos da região e suas possíveis soluções. Rebecca Garcia registrou a necessidade de união entre autoridades e parlamentares da Amazônia, ao falar sobre o peso desta união quando se buscam recursos em Brasília.
A economista reconheceu que a Suframa esteve por muito tempo voltada mais para o Estado do Amazonas, mas também afirmou que o momento, agora, é de direcionar esforços para desenvolver toda a Amazônia Ocidental e Macapá-Santana, no Amapá, pois a "Suframa tem essa obrigação", reiterou.
A superintendente abordou o Zona Franca Verde, criado pelo governo federal em dezembro de 2015, quando explicou que os Estados do Amapá e de Rondônia serão os mais beneficiados pela isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente itens fabricados nas Áreas de Livre Comércio (ALCs), desde que a maior parte da matéria-prima utilizada no processo seja oriunda da área de abrangência dos incentivos fiscais nos Estados da região.
Rebecca Garcia enfatizou os efeitos benéficos que a ZFV tem o potencial de trazer às regiões incentivadas ao ampliar a demanda de matéria-prima no setor primário, seja ela animal, vegetal, assim como de minérios.
Ao se referir às potencialidades da Amazônia Ocidental, a titular da Suframa afirmou que, embora estas sejam muito diversificadas, as dificuldades enfrentadas pela região, como logística, são semelhantes. No entanto, a superintendente da Suframa fez o contraponto ao registrar os esforços que estão sendo feitos para alavancar a exportação tanto no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior (MDIC), quanto na Suframa.
Ela citou a criação, em janeiro deste ano, no MDIC, do grupo de trabalho Suframa - o GT Suframa ZFM -, justamente com foco na exportação e com o objetivo de destravar a burocracia na máquina administrativa.
Nesse particular, a economista exemplificou com o caso da Colômbia que consegue liberar mercadorias em seis horas, enquanto no Brasil isto é feito em seis dias.
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