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Superintendente da PF no Amazonas afirma que foi convidado por Ramagem para chefiar PF no Rio

Interferência de Bolsonaro na PF

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Em depoimento à Polícia Federal no inquérito do Supremo Tribunal Federal que investiga se o presidente Jair Bolsonaro interferiu politicamente no comando da PF no Rio, o superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, afirmou que no ano passado, recebeu um telefonema do delegado Alexandre Ramagem, então diretor da Abin, o convidando para ser o novo superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro.  Ramagem não tinha a função de escolher superintendentes da PF nos estados. 

"No início do segundo semestre de 2019, [Saraiva] recebeu uma ligação do dr. Ramagem, perguntando ao depoente se ele aceitaria assumir a superintendência da Polícia Federal no RJ, ao que o depoente prontamente aceitou", diz o trecho do depoimento divulgado pelo Uol. 

A informação indica a tentativa de interferência na PF carioca, que tinha como diretor-geral o delegado Maurício Valeixo. Foi a demissão de Valeixo que causou a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública de Jair Bolsonaro, acusando o presidente de insistentemente tentar interferir na PF do Rio de Janeiro.  

Saraiva acabou não assumindo o cargo, mas a turbulência na PF do Rio acabou causando a demissão do superintendente Ricardo Saadi. 

Em 2018, Ramagem foi responsável pela segurança de Bolsonaro durante a campanha eleitoral. Ele foi promovido a diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) em julho de 2019. 

Depois da demissão de Valeixo e Sergio Moro, Bolsonaro tentou nomear como diretor-geral da PF no Rio Ramagem, que é amigo próximo de sua família e principalmente dos filhos, mas foi impedido pelo STF.

 

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