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STJ pede para TJAM recalcular penas de policiais condenados no Amazonas

STJ pede para TJAM recalcular penas de policiais condenados no Amazonas
STJ pede para TJAM recalcular penas de policiais condenados no Amazonas

Manaus/AM - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) recalcule as penas de quatro policiais civis condenados na “Operação Espinhel”. A decisão da 1ª Seção do STJ considerou inadequados parte dos critérios utilizados pelo TJAM para aumentar as punições dos agentes, que foram condenados por envolvimento com tráfico de drogas e corrupção passiva.

Segundo o relator do caso, Ministro Sebastião Reis Júnior, o TJAM utilizou justificativas genéricas para agravar as penas, como “ambição desmedida” e “reflexos catastróficos” dos crimes. O STJ entendeu que tais argumentos já são inerentes aos próprios delitos e, portanto, não podem justificar uma punição mais severa. O mesmo se aplica à alegação de que os policiais buscavam “renda extra” ao se corromperem, o que já está implícito no crime de corrupção passiva.

Apesar de determinar a revisão do cálculo das penas, o STJ negou outros pedidos da defesa, como a anulação das escutas telefônicas e a substituição de testemunhas. O Tribunal considerou que esses pontos não causaram prejuízo ao direito de defesa dos acusados e, em alguns casos, não foram devidamente questionados durante o processo.

Com a decisão, as condenações dos policiais civis são mantidas, mas o TJAM deverá realizar uma nova dosimetria das penas, excluindo os critérios considerados inadequados pelo STJ. A Operação Espinhel, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), investigou o envolvimento de policiais no repasse de informações sigilosas a traficantes em Manaus, facilitando o tráfico de drogas na capital amazonense.

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