Da pauta oficial de terça -feira do Supremo Tribunal Federal consta o julgamento do mérito do mandado de segurança ajuizado pela juíza de Coari, Ana Paula Braga. A magistrada contesta processo administrativo do CNJ que pode resultar em sua aposentadoria compulsória.
Em razão do mesmo processo administrativo, que acabou desmembrado, foram punidos com aposentadoria Hugo Levy e Rômulo Fernandes, também juizes do Tribunal de Justiça do Amazonas, acusados de favorecer interesses do ex-prefeito de Coari, Adail Pimheiro. Uma liminar concedida pela ex-ministra Ellen Gracie impediu que o conselho julgasse o PAD envolvendo Ana Paula.
O Procurador geral da República, Roberto Monteiro Gurgel, pede a aposentadoria compulsória da juíza, alegando que o seu comportamento foi "incompatível com a honra, a dignidade e o decoro da justiça".
“O exame dos diálogos interceptados demonstra claramente que a magistrada sentia-se inteiramente à vontade para cobrar privilégios"de um assessor do ex-prefeito de Coari, diz o procurador.
São atos negados pela juiza, que também alega que o caso não passou pela Corregedoria do Tribunal de Justiça, como seria de praxe.
Dividido em torno da autonomia do CNJ para julgar casos como este - seis ministros votaram recentemente pela manutenção dos poderes do Conselho, contra cinco que se opuseram, o julgamento do PAD de Ana Paula vai expor mais diferenças entre os integrantes do Supremo e é aguardado com grande expectativa.
