Sinetram diz que alegações de rodoviários são falsas
Em material divulgado no início da tarde desta terça-feira, 9, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), repudiou declarações feitas por representantes do Sindicato dos Rodoviários na parte da manhã em rádios da cidade. Tais declarações, conforme o Sinetram, quanto ao suposto não cumprimento de obrigações das empresas para com os trabalhadores e a retenção do número de veículos nas ruas, são falsas.
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Conforme o Sinetram, todos os acordos feitos com os trabalhadores, referente ao dissídio coletivo 2015, estão sendo cumpridos em dia pelas empresas. Inclusive quanto ao tíquete alimentação e ao vale-lanche, os quais estão sendo disponibilizados semanalmente para alimentação diária, na forma da lei. Ou seja, o trabalhador não deixa de se alimentar por falta de tíquete.
Ainda segundo o Sinetram, é importante ressaltar que a Superintendência Municipal dos Transportes Urbanos (SMTU), órgão que gere o sistema de transporte, possui acesso ao Centro de Controle Operacional (CCO), onde todas as linhas de ônibus de Manaus são rastreados através de GPS, o que comprova o cumprimento de horários e rotas pelas concessionárias.
“A Justiça concedeu liminar com base nos fatos e na lei. As empresas jamais vão sacrificar os colaboradores, pois eles são peças fundamentais para o sistema de transporte. Agora, se o bom funcionamento do sistema de transporte coletivo afeta interesses políticos de “A” ou “B”, é outra coisa”, explica o advogado do Sinetram, Fernando Borges.
Subsídio paga R$ 0,15 da passagem
Desde 2013 foi feito um acordo entre as empresas, a prefeitura e o governo do Estado, para que a tarifa do transporte coletivo não aumentasse, tendo sido criado, então, o subsídio. Estudos realizados pela SMTU mostram que o custo da tarifa técnica é de R$ 3,15. Porém, para o usuário, a tarifa custa só R$ 3. Quem paga os R$ 0,15 é o governo e a prefeitura, através do subsídio que custa aproximadamente R$ 2,5 milhões por mês.
“O dinheiro proveniente do subsídio serve para arcar com parte dos custos do transporte (diesel, salários, peças, encargos). As empresas estão há mais de seis meses sem receber esse valor e estão fazendo de tudo para honrar seus compromissos com os trabalhadores”, finaliza Borges.
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