Manaus/AM - A greve dos rodoviários deve continuar nos próximos dias em Manaus, caso não haja acordo por parte do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), segundo informou Givancir Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), durante coletiva de imprensa na manhã deste sábado (2).
Givancir explicou, que ainda não houve acordo entre a categoria e os empresários e por conta disso a greve pode continuar. Ele disse ainda que até o final do dia de hoje a população pode voltar a ficar sem ônibus. “Hoje eu estive nas principais garagens conversando com os trabalhadores. Com muita dificuldade convencemos eles a circular pela cidade, mas não posso garantir que no final do dia os ônibus ainda circulem. Isso porque no outro turno são trabalhadores diferentes e se eles quiserem fazer greve o sindicato vai apoiar”, disse.
O presidente do sindicato dos rodoviários denunciou que o Sinetram pretende demitir ao menos 40% dos trabalhadores que fizeram greve. “ O que o Sinetram quer é mão de obra barata. Sabemos que eles querem contratar motoristas por R$1 mil e cobradores por R$500, sem direitos a cesta básica, plano de saúde e vale-lanche. Sabendo disso a categoria vai por tudo ou nada. Porque preferimos morrer em pé do que se acovardar para esse sindicato e para a prefeitura”, reclamou.
Givancir disse ainda, que na segunda-feira (4), a categoria vai até a Camara Municipal de Manaus (CMM) para pedir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para o transporte público. “Vamos a CMM porque é muito estranho as empresas dizer que não tem lucro nenhum, sendo que estão atuando em Manaus há 20 anos. Queremos saber se isso é verdade e para isso precisamos de uma CPI”, afirmou.

