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Sect avança em articulação para acelerar titulação de quilombos no Amazonas

Sect avança em articulação para acelerar titulação de quilombos no Amazonas
Sect avança em articulação para acelerar titulação de quilombos no Amazonas

Manaus/AM- A Secretaria de Estado de Cidades e Territórios (Sect) se reuniu na manhã desta terça-feira (18) com representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Amazonas para alinhar e fortalecer as estratégias de regularização fundiária de territórios quilombolas.

O objetivo central do encontro é garantir a segurança jurídica e o reconhecimento dos direitos das populações tradicionais, conforme determinação do Governo do Amazonas.

A secretária da Sect, Renata Queiroz, ressaltou que a titulação é um anseio histórico das comunidades, sendo fundamental para o acesso a programas governamentais, financiamentos para a agricultura familiar e a redução de conflitos agrários.

Quilombo do Rio Andirá Lidera Processo

Na reunião, foram discutidos os processos de titulação de quatro comunidades:

Bauana (Alvarães)

Tambor (Novo Airão)

Serpa (Itacoatiara)

Rio Andirá (Barreirinha)

A secretária Queiroz detalhou que os esforços envolvem glebas estaduais e visam a emissão da titulação após a conclusão de peças técnicas, como relatórios antropológicos, agronômicos e ambientais.

O destaque é o quilombo do Rio Andirá, em Barreirinha, que apresenta o cenário mais avançado e está prestes a se tornar o primeiro território quilombola oficialmente titulado no Amazonas. O Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) do Incra já foi concluído, reconhecendo uma área de mais de $27.816$ hectares.

O superintendente regional do Incra, Dênis Silva, afirmou que a garantia do território beneficiará centenas de famílias, assegurando a inclusão fundiária e o acesso a políticas da Reforma Agrária, como crédito, habitação e educação.

O trabalho conjunto, que tem apoio da Fundação Palmares, do Programa Nova Cartografia Social e do Instituto Federal, se torna cada vez mais urgente, visto que a demanda por regularização cresce, como em Barreirinha, onde o número de quilombos reconhecidos saltou de quatro para nove.

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