Por Geraldo Farias e Jander Robson, especial para Portal do Holanda
Manaus/AM - A seca severa no Amazonas está gerando inúmeros prejuízos na capital e demais municípios, logo surge o questionamento: Manaus corre risco de desabastecimento de água ?
Manaus possui quatro estações de tratamento e distribuição de água, duas na Ponta do Ismael (PDI), que abastecem cerca de 70% da cidade, uma no Mauazinho e a Ponta das Lajes, que completa a rede.
De acordo com a concessionária Águas de Manaus, o cenário atual é de tranquilidade, pois a cota do Rio Negro ainda não chegou na condição registrada em 2010, quando o rio atingiu 13,63 metros. Na época, não houve problema de abastecimento.
A cota atual do Rio Negro é de 14,90 metros, conforme medição realizada no Porto de Manaus.
O gerente de operações da concessionária, Lineu Machado, afirma que não é esperado que a cota do rio chegue no nível de 2010, pois a média diária de redução do nível do Rio Negro caiu de 30 centímetros para 12 cm.
“Na vazante histórica nós não tivemos nenhum problema para captar água nas condições que a gente tem hoje. E se isso baixar de 13,63 metros? Nós estamos estudando o que pode acontecer com o regime de abastecimento, mas não acreditamos, pelo nível do rio, que vinha caindo em torno de 30 cm por dia, ele hoje cai 15 cm e 12 cm. Nos dois últimos dias, 12 cm. Isso nos tem mostrado que o risco de ultrapassar a vazante de 2010 está cada dia mais distante. Então, nos dá um conforto de que as condições operacionais estão andando de forma tranquila”, esclareceu.
No limite
O gerente de operações da Águas de Manaus explicou que as estações da Ponta do Ismael e Ponta das Lajes atuam com um número específico de bombas de captação de água do Rio Negro.
A Ponta do Ismael, por exemplo, possui seis bombas, e no período de cheia só funcionam três. Contudo, nesta seca, cinco bombas estão operando na captação e, na próxima semana, a expectativa é de que a sexta seja acionada.
Esse trabalho de captação garante que a concessionária consiga abastecer Manaus com 7 mil litros de água por segundo.
“Conforme o rio vem baixando, nós vamos tendo mais dificuldades para captar água e isso me faz utilizar mais bombas. Hoje nós estamos operando com cinco bombas, todas disponíveis na estação dois e seis na estação um. Com perspectiva de entrar na próxima semana também com a sexta bomba”, explicou Lineu Machado.
De acordo com o boletim sobre a estiagem, divulgado nesta quinta-feira (5) pelo Comitê de Enfrentamento à Situação de Emergência Ambiental, há 40 municípios em situação de emergência e um total de 66 mil famílias afetadas pela seca.





