Amazonas/AM – A seca dos rios no Amazonas deste ano, que está prevista para superar a estiagem histórica de 2023, também gera impactos em outras regiões do país, como incêndios florestais no Pantanal e baixa dos rios.
Desde junho de 2023, o número de cidades afetadas pela seca passou de 44 para 735, conforme o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
A seca prolongada desde o ano passado deixou municípios sem abastecimento de água, comida, combustíveis e até a navegação fluvial. O Rio Purus, por exemplo, apresenta um déficit hídrico ainda maior em 19 rios recebendo menos água do que em 2023.
Estudos apontam que o El Niño atípico alterou padrões climáticos e intensificou os impactos negativos em toda a região. Especialistas acreditam que a La Niña – quando há o resfriamento da faixa Equatorial Central e Centro-Leste do Oceano Pacífico – traga chuvas em locais devastados pela estiagem.
A seca amazônica auxilia na distribuição de umidade para outras regiões, influenciando nas chuvas no país. A seca no Pantanal, por exemplo, resultou em um aumento dos incêndios.
Com a estiagem, o Brasil enfrenta desafios crescentes, incluindo a redução das áreas alagadas no Pantanal, conforme revelado por estudo do MapBiomas. O número de focos de incêndio atingiu níveis recordes para a última década.
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), os focos de incêndio deste ano estão sendo maiores do que nos últimos 10 anos.

