Saiba quem é o coronel da PM acusado de espancar esposa em Manaus
Manaus/AM - O coronel Marcos Vinícius Poinho Encarnação, com três décadas de carreira na Polícia Militar do Amazonas (PMAM), foi oficialmente afastado de suas funções após ser denunciado por agressão pela ex-esposa, Iolanda Martins. A denúncia ganhou contornos graves com a divulgação de vídeos obtidos pelo g1 que mostram o oficial imobilizando e agredindo a mulher em um posto de combustíveis em Manaus, em junho deste ano. O coronel, que ocupava o cargo de Diretor de Pessoal Inativo, teve sua arma funcional recolhida, mas continua recebendo salário, uma vez que sua suspensão remuneratória depende de uma decisão judicial definitiva.
A agressão ocorreu após uma discussão, enquanto ambos consumiam bebidas alcoólicas, e foi um dos vários episódios de violência relatados pela vítima. Iolanda Martins usou as redes sociais para desabafar, contando que sofria abusos desde 2012, mas que os mascarava pela família. O advogado da vítima detalhou que, após apanhar no posto, Iolanda desmaiou e foi levada para um quarto da loja de conveniência. Ao acordar, a vítima relata que, durante a chegada da Polícia Militar – acionada após o desentendimento –, ela também foi agredida por outros policiais que a teriam asfixiado com o joelho, sendo solta apenas quando o coronel ordenou.
O caso está sendo investigado em duas frentes. A Polícia Militar do Amazonas confirmou que o coronel responde a um Inquérito Policial Militar (IPM) na Diretoria de Justiça e Disciplina desde junho, época em que o caso veio à tona. A corporação destacou que "repudia todo e qualquer ato de violência contra a mulher" e que acompanha o caso para a aplicação das medidas cabíveis. A PMAM não detalhou o andamento das investigações.
Paralelamente, a Polícia Civil do Amazonas também instaurou um inquérito por meio da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) Centro-Sul. A defesa da vítima informou que Iolanda registrou um Boletim de Ocorrência e entregou à polícia uma pasta com diversas evidências de agressões sofridas desde 2022. A Polícia Civil, por sua vez, informou que manterá as investigações em sigilo para não prejudicar as apurações. Até o momento, o coronel não se manifestou publicamente.
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