Rodoviários rejeitam acordo e Sinetram teme greve na Copa

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11/06/2014 21h52 — em Amazonas

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) se reuniu com representantes do Sindicato dos Rodoviários, Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e da Prefeitura, em uma audiência de conciliação, para tentar chegar um acordo sobre a Convenção Coletiva 2014/2015 dos trabalhadores. Mais uma vez o acordo não foi assinado por intransigência dos sindicalistas.

Na audiência, o Sinetram fez uma proposta de 7% de reajuste salarial e manteve os R$ 195 na cesta básica, R$ 11 no tíquete refeição e R$ 3,50 no lanche, mas os sindicalistas não aceitaram a proposta. Para não prejudicar os trabalhadores, o Sinetram enviou um documento ao TRT para que a proposta de 6% de reajuste fosse mantida até o julgamento do dissídio, sem data marcada.

“Estamos tentando de todas as formas tentar chegar a um acordo com os trabalhadores, mas o sindicato não aceita o que nós propomos e podemos pagar. Mesmo não chegando a um acerto, as empresas vão continuar pagando o reajuste, para não prejudicar os trabalhadores”, informou o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, ressaltando que o órgão já entrou com um pedido de liminar para que não haja mais greve enquanto o dissídio não for julgado.

Ainda durante a reunião, o procurador do município, Marcos Cavalcante, tentou negociar com os sindicalistas para que não houvesse greve durante os jogos da Copa 2014, porém o presidente do Sindicato, Givancir Oliveira, não aceitou a proposta. A pedido da FIFA, um procurador da Advocacia-Geral da União (AGU), veio a Manaus para participar das negociações.

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