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Relatório sobre chacinas em presídios do Amazonas compromete Governo

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Relatório sobre chacinas em presídios do Amazonas compromete Governo
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Manaus/AM - O relatório sobre a crise no sistema penitenciário de Manaus foi apresentado nesta quinta-feira (06), na Câmara dos Deputados. O documento contém informações estratégicas coletadas durante a visita de uma comissão de deputados aos presídios de Manaus, ocorrida na sexta-feira passada.

De acordo com relatório, cujo alguns dados são sigilosos por motivo de segurança, detentos de alta periculosidade estão misturados a detentos condenados por crimes simples. Não existe separação pelo grau de periculosidade, o que compromete a recuperação dos presos.

“É o que chamamos de Universidade do Crime, com presos perigosos ensinando aos outros detentos como ser mais violentos e cometer crimes mais graves”, afirmou o deputado federal do Amazonas, delegado Pablo.

Outra constatação foi a presença de facções criminosas nos presídios, que criam suas próprias leis nas unidades prisionais. Estas facções possuem membros espalhados pelas unidades Compaj, CDPM e IPAT, com atuação na capital e interior do Estado.

A facilidade na troca de informações entre detentos criou as condições ideais para as rebeliões que aconteceram em janeiro de 2017 e maio deste ano, em Manaus, quando mais de 100 pessoas morreram nos presídios.

O aumento do poder das facções foi diagnosticado mediante o recrutamento de detentos recém chegados às unidades prisionais. Quanto maior o número de membros dentro e fora dos presídios, maior o poder da facção. “Quando entra no presídio, o preso é obrigado e ingressar numa facção. É um ‘contrato’ que jamais será quebrado e que leva muitos presos à morte”, ressaltou Pablo.

Durante discurso na Câmara dos Deputados, Delegado Pablo disse que autoridades ligadas à Segurança Pública não conhecem a realidade dos presídios do Amazonas. “Chegaram a dizer que não existem facções criminosas no Amazonas” ironizou Pablo. “Enquanto isso, a população está nas mãos de criminosos armados e do tráfico de drogas”, criticou.

O relatório produzido pela Comissão Externa da Câmara dos Deputados foi entregue nesta quinta-feira ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen). O órgão é vinculado ao ministério da Justiça e Segurança Pública, comandado pelo ministro Sérgio Moro.

A comissão é formada pelos deputados Delegado Pablo Oliva (AM), Capitão Alberto Neto (AM), Coronel Tadeu Lemos (SP), Capitão Augusto Rosa (SP) e Capitão Wagner Gomes (CE).

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