
Manaus/AM - O número de casos de crianças menores de cinco anos infectadas pelo HIV através da transmissão vertical, ou seja, da mãe para o bebê, reduziu em 50%, em 2016, conforme dados da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). No ano passado, 14 crianças que adquiriram o vírus HIV por transmissão da mãe foram atendidas na FMT. Neste ano, até o mês de novembro, foram identificados sete novos casos.
Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (01), Dia Mundial de Luta Contra AIDS, no “1º Seminário Estadual sobre Prevenção da Transmissão Vertical do HIV”, realizado no auditório da FMT.
O Seminário fez parte da programação da campanha pelo Dia Mundial de Luta Contra AIDS, que este ano tem como tema “Eu me importo. E você?”. No Amazonas, as ações ocorrem em todos os 62 municípios, onde as Secretarias Municipais de Saúde estão intensificando o trabalho de prevenção, com a oferta de testes rápidos, palestras, distribuição de preservativos masculinos e folders informativos.
De acordo com a diretora da Casa Vhida e médica infectologista da FMT-HVD, Solange Dourado até 2014 o Amazonas estava com uma taxa de transmissão vertical estagnada em 6,5%, registrando cerca de 20 novos casos por ano.
A médica explica ainda que algumas medidas são primordiais para evitar a transmissão. Entre elas, medicar a grávida durante a gestação e no momento do parto, e o bebê após o nascimento. Além disso, adotar as condutas médicas recomendadas no momento do parto. “A transmissão vertical acontece na gestação, durante o parto ou através da amamentação. O maior risco, porém, é durante o parto, por isso a necessidade de reforçar os cuidados e orientações para os profissionais da área da saúde”, destacou.


