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Queimadas na Amazônia preocupam 98% brasileiros, diz pesquisa do Ipec

Queimadas na Amazônia preocupam 98% brasileiros, diz pesquisa do Ipec
Queimadas na Amazônia preocupam 98% brasileiros, diz pesquisa do Ipec

Manaus/AM - As queimadas na Amazônia são motivos de preocupação para 98% dos brasileiros ouvidos pela pesquisa “Mudanças climáticas na percepção dos brasileiros, realizada pelo Ipec” em 2021, a pedido do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS), em parceria com o Programa de Comunicação de Mudança Climática da Universidade de Yale (Yale Program on Climate Change Communication).

Na pesquisa divulgada hoje pela Clima Tempo, para 96% dos entrevistados, a percepção é quase consensual no país sobre a existência do aquecimento global, dos quais 77%, veem esse problema como resultado da ação humana.

A nova edição da pesquisa foi realizada de 28 de setembro a 1 de novembro de 2021, ouvindo 2,6 mil pessoas maiores de 18 anos de todas as regiões do país. A margem de erro para o total da amostra é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Os resultados indicam que a importância dada pelos brasileiros à temática se manteve alta se comparados ao ano de 2020, quando 78% declararam considerar o tema muito importante. Em 2021, essa proporção foi de 81%.

Mesmo com uma variação de acordo com perfis econômicos conforme escolaridade, idade e orientação política, a importância dada ao assunto aparece sempre em patamares altos em geral. Em 2021, 45% dos que responderam afirmam já terem votado em candidatos com propostas ambientalistas.

Um total de 84% dos ouvidos que se declaram politicamente mais à esquerda revelam a tendência a acreditar mais que a ação humana é causadora das queimadas na Amazônia, quando comparados com aqueles de centro (76%) e de direita (69%). Uma minoria de eleitores identificados como de direita, embora relativamente mais do que eleitores de esquerda ou centristas, atribui os incêndios na Amazônia a causas naturais ou a ambos os fatores (humanos e naturais).

Os madeireiros, com 37%, agricultores, 18%, e pecuaristas e criadores de animais, 17%, são apontados como os provocadores dos incêndios pela ação humana.

Quanto maior a escolaridade, maior o grau de responsabilidade atribuído aos madeireiros: entre os participantes que concluíram o ensino fundamental, 68% consideram os madeireiros os principais responsáveis pelas queimadas na Amazônia, enquanto esse número chega a 82% entre os que terminaram a faculdade.

Os garimpeiros também foram apontados como responsáveis por queimadas na Amazônia, recebendo 43% das indicações, os políticos foram apontados por 38% dos ouvidos.

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