Acusado de extorsão pelo prefeito de Coari, Arnaldo Mitouso (foto) de quem teria exigido R$ 400 mil para não mover uma ação de improbidade administrativa contra a prefeitura, o promotor David Carramanho, que havia sido afastado do cargo por 60 dias em 4 de dezembro do ano passado, foi denunciado pelo Ministério Público depois de Procedimento Investigatório que concluiu que as gravações adicionadas aos autos eram verídicas. Nelas, o promotor, segundo o Portal do Holanda apurou, começa a pedir R$ 1 milhão do prefeito Arnaldo Mitouso. Depois baixa a proposta e chega aos R$ 400 mil. O promotor alega em sua defesa que a gravação, entregue ao Ministério Público, é montagem ou não representa a real situação na qual ele se meteu.
Uma comissão do Ministério Público do Amazonas esteve no município de Coari para investigar a denúncia e ouviu testemunhas. A conclusão foi a de que o promotor extorquiu ou tentou extorquir o prefeito.
De acordo com a legislação, se Carramanho for considerado culpado pode sofrer sanções que podem ir de uma advertência e até perda do cargo.
O prefeito Arnaldo Mitouso revelou, em dezembro do ano passado, que várias vezes o promotor o procurou para fazer a proposta, de modo a não entrar com a ação de improbidade administrativa e que, após se negar a fornecer o dinheiro, ele teria dado entrada nas ações.

