Manaus/AM - As promessas de candidatos ao governo do Amazonas de ampliar o volume do auxílio social dado atualmente às famílias de baixa renda no Estado do Amazonas, devem ser analisadas com cautelas pelos eleitores, porque é preciso saber se haverá recurso no orçamento para executá-las, afirmou o economista Marcus Evangelista, presidente do Conselho Regional de Economia do Estado do Amazonas no Amazonas (Corecon-AM).
Ao lembrar que os valores orçamentários a serem usados pelo governo no ano que vem já estão definidos antecipadamente neste ano, o economista diz ser prudente verificar as contas públicas para não deixar faltar dinheiro tanto para infraestrutura quanto para financiar um programa de assistência social que atenda as famílias necessitadas desse apoio.
“Os números divulgados pelos candidatos são para conquistar o voto do eleitor, mas é preciso saber qual é a base, qual estudo foi feito para chegar nessas propostas”, destaca.
Nos projetos de governo de Eduardo Braga divulgados pelo candidato nas redes sociais e horário político, a promessa é ampliar o volume do auxílio às famílias, chegando ao valor R$ 3 bilhões ao ano, segundo afirmou.
Amazonino Mendes, por sua vez, tem uma proposta de combate à fome no Estado aumentando o valor do Auxílio Estadual de R$ 150 para R$ 450 e a volta de programas de seus mandatos anteriores como o “Leite do Meu Filho”.
O atual governador, Wilson Lima, que concorre à reeleição, promete ampliar o Auxílio Estadual para 50 mil famílias. Atualmente, são mais de 19 mil famílias que recebem R$ 150 por mês.
Marcus afirma que embora a arrecadação do ICMS seja cada maior no Estado, há uma redução do IPI, então sabe-se que a partir de 2023 os repasses federais vão ser menores que em 2022.
Por isso, o candidato eleito precisará fazer as contas antes de efetivar suas propostas, uma vez que nada adianta prometer e não conseguir executar por falta dos recursos necessários, explica Marcus.
O presidente do Corecon pondera que, mesmo com a necessidade de amparar essas famílias que não conseguem emprego atualmente, o mais correto seria o governante buscar estratégias como a de criar oportunidades, atraindo investimentos para a região com novas indústrias e comércios, que gerariam novos empregos e com isso tirariam essas famílias da situação de pobreza em que se encontram.



