Manaus/AM - O procurador-chefe do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM), Edmilson Barreiros, afirmou ao Portal do Holanda, que a corrupção no Brasil é um crime de baixo risco para os políticos. Para o ele, devido ao foro privilegiado não dá para se dizer se a Lava Jato chegará ao Amazonas.

Segundo Edmilson, o foro privilegiado é um grande problema para se investigar e condenar corruptos no Brasil. “Acaba sendo um crime de baixo risco para os políticos brasileiros porque se tem essa dificuldade em se processar e condenar, principalmente por causa do foro privilegiado. Vira um privilegio porque essas pessoas não são julgadas nunca, com o foro de prerrogativa de função”, explicou.
Essa dificuldade em investigar quem possui prerrogativas impede o procurador de dizer quando a Lava Jato chegará no Estado, para apurar indícios de corrupção nas obras da Arena da Amazônia e ponte do Rio Negro. "A cada nova fase surgem provas novas. É uma questão difícil de saber se essas provas serão suficientes para dizer que vai chegar ou não chegar. Qualquer previsão minha é mera especulação”, disse Barreiros.
Nesta entrevista Barreiros também disse que o Amazonas é o Estado brasileiro mais difícil para a Justiça trabalhar. "Quando se vai trabalhar no interior você vê um cenário em que os direitos sociais não são atendidos. Ainda é muito desigual a presença do Estado no interior do Amazonas”, frisou.
A falta de desenvolvimento no interior do Estado impede a atuação de proteção das fronteiras, no combate a entrada de armas, drogas, trafico humano e a biopirataria. "O Amazonas é o estado mais difícil para se trabalhar em logística”, apontou o procurador-chefe do MPF/AM.


