A Manaus Previdência vai encerrar 2014 com um total de R$ 651 milhões na sua carteira de ativos, valor 30% maior que o registrado em 2013, que fechou o exercício com R$ 502 milhões em investimentos. É o melhor resultado do órgão desde 2011. “Os números são resultados de várias medidas adotadas por meio da nossa política de investimentos, entre elas, a segregação de massas e uma gestão mais ativa do Comitê de Investimentos, que acompanha o desempenho do mercado financeiro”, explicou o diretor-presidente do órgão, Marcelo Magaldi.
A autarquia também fechou novembro atingindo 95% da meta atuarial, percentual que espera ser repetido agora, em dezembro, ainda que haja perspectivas de queda na bolsa brasileira, em decorrência do declínio do valor das ações da Petrobras. É por meio da meta atuarial que os institutos de previdência acompanham a saúde financeira dos respectivos órgãos a longo prazo, observando o equilíbrio entre a receita e as despesas. A meta é definida pela Política de Investimentos e os institutos de previdência precisam atingi-la para garantir o pagamento dos beneficiários (aposentados e pensionistas).
Hoje, a meta atuarial da Manaus Previdência é IPCA + 6% ao ano (limite máximo permitido pelo Ministério da Previdência Social), desempenho que é acompanhado mensalmente. “Apesar de um início ruim, em janeiro, com a queda na bolsa, conseguimos recuperar os números ao longo do ano”, destaca Magaldi.
IPCA é a sigla de Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice mede a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias.
E para 2015, a previdência do município quer garantir resultados ainda melhores. Para isso, contratou um escritório de advocacia especialista em várias áreas, inclusive a previdenciária, que atua nas partes contenciosa e consultiva, defendendo os interesses dos clientes nos âmbitos administrativo e judicial e elaborando pareceres jurídicos.
Também tem experiência em due diligences (processo de investigação e auditoria nas informações de empresas fundamental para confirmar os dados disponibilizados aos potenciais compradores ou investidores) legais, na estruturação de planos de previdência privada e na elaboração de medidas para reduzir os custos previdenciários dos clientes. O investimento no escritório foi necessário para a autarquia tentar resgatar os recursos aplicados em bancos que foram liquidados ou que sofreram intervenção do Banco Central em 2011 e 2012.
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