Previdência antecipa pagamento do 13º salário

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12/06/2014 15h01 — em Amazonas

 

A Manaus Previdência antecipou do dia 20 para o dia 17 o pagamento de junho de aposentados e pensionistas, devido às alterações nos dias úteis do mês, ocasionados pelos jogos da Copa do Mundo e feriado do dia 19 (Corpus Christi).

Ainda neste mês, a autarquia vai pagar a primeira parcela do 13º salário, resultando numa injeção de R$ 6,5 milhões no mercado local. Somado com o pagamento do salário, esse valor sobe para R$ 19,4 milhões. “O pagamento já estava definido no nosso calendário e vamos honrar o nosso compromisso com os nossos beneficiários”, disse o diretor-presidente da Manaus Previdência, Marcelo Magaldi.

A pensionista Maria Albuquerque Almeida, 66, integrante do coral da previdência municipal, já programou onde será investida a primeira parcela do décimo: num passeio com um grupo de amigos pelos rios amazônicos, com direito a hospedagem em hotel de selva. “Já está tudo planejado. Vai ser em agosto e estou na expectativa que chegue logo o momento”, declarou.

O que sobrar do recurso, adiantou a pensionista, será destinado ao pagamento de prestações de material de construção que está adquirindo aos poucos, para a reforma da casa onde mora, localizada no bairro Mauazinho, zona Leste. “Se der, também quero pintar a minha residência, aproveitando a chegada do verão”, explicou.

De acordo com levantamento realizado pelo órgão, atualmente o total de segurados pela Manaus Previdência é de 5.499 mil pessoas, sendo 4.179 mil aposentados e 1.320 mil pensionistas.

 

Comércio

O pagamento do 13º por parte dos órgãos públicos, da indústria e do comércio, este mês e em julho, sempre significa expectativa de aumento nas vendas do comércio, conforme informou o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag.

Entretanto, ele acredita que muitos já adiantaram as compras pensando nesse dinheiro extra, como os que investiram na aquisição de televisores de melhor qualidade, estimulados pelos jogos da Copa do Mundo. “Mas sempre fica algo para comprar nos meses seguintes”, frisou.

Conforme o lojista, estudos mostram que, em média, 50% do 13º salário é destinado à alimentação; 20% utilizado para o pagamento de dívidas e o restante para a aquisição de produtos do varejo, como calçados, eletroeletrônicos e eletrodomésticos.

“Sempre trabalhamos a expectativa de aquecimento da indústria, o que gera mais contratações e, consequentemente, maior consumo, mantendo aquecida a economia”, destaca Assayag.

 

Prioridades

O repasse do 13º salário merece um tratamento especial na lista de prioridades de uso, alerta o vice-presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-AM), Francisco Mourão Júnior. Segundo ele, o primeiro destino do recurso extra deve ser o pagamento de dívidas e o que sobrar, ser investido numa poupança.

Mas o fundamental, na opinião do economista, é o planejamento financeiro que cada pessoa deve ter, não apenas no período do pagamento do 13º salário, mas durante todo o ano. “Esse planejamento evidencia muito bem o que cada um recebe e o que gasta, garantindo a saúde financeira do orçamento pelo período planejado”, enfatiza.

No caso específico dos aposentados, Mourão Júnior alerta, ainda, para a modalidade do empréstimo consignado, onde as parcelas de um empréstimo são debitadas diretamente da conta do interessado. O economista diz que a facilidade e o fato de não ter limites para este tipo de empréstimo está deixando muitos aposentados com o orçamento financeiro comprometido.

“Ainda existe o agravante de terceiros, de confiança do aposentado, realizarem tais empréstimos, por possuírem a senha do cartão do banco, gerando descontos mensais do saldo do inativo, sem que ele, muitas vezes, saiba que fizeram esta transação”, explica.

Para o economista, o ideal seria impor limite para o crédito consignado e criar regras que obriguem o aposentado a participar ativamente da transação. “Isso dificultaria a má-fé de muitos e evitaria que o nome do aposentado ficasse na lista de instituições que registram as informações pessoais de quem tem dívidas atrasadas”, concluiu Mourão.