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Prefeito vai a julgamento por assassinato

O prefeito de Coari, Arnaldo Mitouso, deverá ser jullgado até abril pela morte do médico Odair Carlos Geraldo, assassinado a tiros em agosto de 1995. O médico era prefeito do município. O processo - que faz 15 anos em março - chegou ao Tribunal de Justiça do Amazonas e está nas mãos do desembargador João Mauro Bessa, da Primeira Câmara Criminal. Se for condenado, Mitouso poderá pegar até 12 anos de prisã e perder o cargo de prefeito de Coari. Em agosto de 2008 a Associação dos Municípios cobrou do então presidente do Tribunal, desembargador Francisco Auzier Moreira, um posição do TJ em relação aos processos de prefeitos assassinados no interior do Amazonas, alguns engavetados há anos, como era o caso de Odair Castro Geraldo. Mitouso, acusado do homicídio, em 1995, chegou a ser preso o por policiais da 12ª Delegacia Regional de Polícia Civil. A prisão ocorreu por determinação do juiz Hugo Fernandes Levy, que na época substituiu a juíza Careen Aguiar, da 1ª Vara da Comarca de Coari. DE TESTEMUNHAS DE ACUSAÇÃO A ALIADO Um fato estranho ocorreu com a eleição de Arnaldo Mitouso ano passado. Ele nomeou testemunhas do assassinato de Odair Geraldo, em 1995, para o primeiro escalão da administração municipal. O secretário do Meio-Ambiente, Romão Almeida, é um dos beneficiados com a bondade do prefeito. Romão teria sido autor de um disparo que atingiu Mitouso, na época ele secretário e segurança do médico assassinado. Outro é Aldir Martins, secretário de Esportes, e Circe Maria Silva, secretária-adjunta da Ação Social. Na eleição em Coari, ano passado, Arnaldo Mitouso, tentou impedir que o jornal Diário do Amazona circulasse no município por trazer matéria com o título "Candidatos de Coari acusados de crime", falava do homicídio do Odair Carlos, mas a Justiça Eleitoral, negou a solicitação.

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