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Praciano diz que está indeciso e não quer ser "uma Vanessa d barro"

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Num desabafo inédito, o deputado federal Francisco Praciano diz que está indeciso sobre sua candidatua em 2014 porque "não vou entrar nessa disputa João Pedro/Sinésio, e afirma que o PT "se eliminou como partido" dando a prefeitura de graça para o ex-senador Artur Virgílio (PSDB). Ao Portal do Holanda, Praciano afirma, categórico", que nunca quis medir forças no partido:"Desde que comecei minha vida pública, sempre recusei comando de partido porque sempre quis ser parlamentar". Mas "náo quero ser uma Vanessa de barro".

"Não quero liderar ninguém no PT. Eu só quero que o partido reconheça que posso ser uma força, um porta-voz e um representante do partido nas lutas diárias do nosso povo, pois fui eleito para isso.Infelizmente, como não faço essa política interna, porque não dirijo nada, o partido está com dificuldade de desenhar o meu futuro político dentro do partido", lamenta o deputado.

Ele lembra que foi "retirado absurdamente" da disputa para a Prefeitura de Manaus em 2012, "quando o próprio Artur Neto me dizia não ter intenção de ser candidato a nada, porque entendia que poderia ser em 2014 o deputado federal mais votado do PSDB e retornar ao Congresso Nacional".

Foi aí que, segundo ele, numa conversa com o ex-senador, Artur lhe disse: "Tô vendo o seguinte: o Braga não será candidato, é líder do Governo Federal no Senado; Amazonino Mendes diz que não disputará a reeleição. A Vanessa não é candidata e tu, Praciano, o PT te eliminou da disputa, de modo que tão querendo me dar de graça essa prefeitura e eu acho que vou aceitar".

Para Praciano, o PT não pensou estrategicamente. "O que o PT fez? Trocou uma oportunidade de a gente implementar uma política diferente na Prefeitura por algumas secretarias com o Omar e o Amazonino. E se eliminou como partido. Agora eu não vou entrar nessa disputa João Pedro/Sinésio", afirma, referindo-se a uma possível articulação para tirar seu nome da disputa em 2014.

E garante: "Não sei o que vou ser candidato em 2014. Procuro, neste momento, fazer uma coisa bem difícil dentro da política que é manter o rumo, manter a linha. Se eu pensar no Senado, tenho que sair aliado com adversários, e eu não quero ser mais uma Vanessa de barro. Um amigo meu me disse que sou o último dos moicanos. Se você se entregar ao sistema, você será o último a cair, e eu não quero cair".

 

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