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Por falta de leitos, fila por atendimento no AM continua alta após lockdown

Por falta de leitos, fila por atendimento no AM continua alta após lockdown
Por falta de leitos, fila por atendimento no AM continua alta após lockdown

Manaus/AM - Há cerca semanas, as unidades de saúde pública no Amazonas registram uma média de 557 pessoas à espera de um leito hospitalar. A média diária de pacientes em estado grave que aguardam uma vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no mesmo período, é de 112 pessoas.

Nessa quinta-feira (4), a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) registrou o maior número de pacientes em espera desde a segunda onda em janeiro: 528 pessoas, sendo que 154 precisavam ser transferidas para UTIs.

Esse índice só não supera o número de pacientes que precisavam de internação no dia 28 de janeiro: 617 pessoas, de acordo com o UOL.

O problema, agravado pela falta de oxigênio na rede hospitalar, afeta também hospitais particulares, que não têm condições de ofertar hospitalização clínica e de UTIs de acordo com a demanda.

Por outro lado, ainda não há previsão de abertura dos cerca de 350 leitos em quatro unidades hospitalares, anunciada pelos governos federal e estadual. Por isso, a fila de espera por leitos continua alta mesmo após o lockdown decretado pelo governo do Amazonas em 23 de janeiro e as transferências de pacientes do Amazonas para outros estados.

Entre os dias 15 de janeiro e 4 de fevereiro, ocorreram 472 remoções de pacientes com necessidades de internação clínica, segundo a Secretaria de Saúde do estado. Desses, 154 receberam alta hospitalar e 28 morreram fora do estado.

O governador Wilson Lima afirmou que, embora o número de casos permaneça alto, os registros de contágios começou a apresentar "estabilidade". A taxa de ocupação de leitos de UTI nesta quinta-feira (4) era de 91,67%. Já a de leitos clínicos era 94,78%. O interior do estado, onde vive metade da população, não tem leito de UTI.

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