Depois de três assassinatos registrados em menos de 72 horas no Mauazinho, a Polícia Militar invadiu as ruas do bairro localizado na Zona Leste, logo no começo da noite desta sexta-feira, com o Grupo Raio, A Rocam e o Comando de Policiamento de Área (CPA) Leste. O principal alvo, segundo oficiais que comandavam a operação, era prender o traficante de drogas e ex-presidiário, Eduardo da Silva Paiva, 36, conhecido por “Duda”, acusado de dar a ordem para as mortes. Em pelo menos dois homicídios, as vítimas foram marcadas para morrer porque estariam comercializando entorpecentes em pontos de venda onde o acusado já se intitula como dono. Até as 21h30 a polícia ainda não havia localizado o traficante, apesar de contar com ajuda de moradores e informantes,cujos nomes são mantidos no anonimato.
O homicida Wallace Rodrigues, assassino do próprio pai, em outubro do ano passado e que já estava em liberdade novamente, foi assassinado na quarta-feira à tarde, por “Duda” que foi pessoalmente participar da execução, com cobertura de mais três homens. Wallace saiu da cadeia há quinze dias e já estava avisando aos traficantes da área que iria tomar todas as bocas de fumo do Mauazinho, mas não conseguiu intimidar nenhum inimigo. “Muito muito pelo contrário, sua ameaça se transformou em sua sentença, bem antes que ele mesmo imaginava”, disse o tenente PM J. Lemos, do Comando de Policiamento de Área da Polícia Militar, que conhece bem a periculosidade de Wallace, mesmo antes dele matar o próprio pai.
Segundo informou o capitão Sérgio Couto, que também está na missão desta noite no Mauazinho, outros traficantes e seus comparsas, estão na lista para serem localizados e presos, porque existem contra eles, provas de que estão comercializando droga “a pleno vapor no bairro e não se descarta a possibilidade de também serem mandantes ou envolvidos diretamente em mortes que aconteceram recentemente e em meses anteriores. São pelo menos 30 policiais do Grupo Raio, do CPA Leste e da Rocam, mobilizados para achar e prender “Duda”e outros traficantes do bairro onde três pessoas foram assassinadas entre a terça e esta última quinta-feira e onde os moradores de bem, estão cobrando mais segurança e policiamento constante para conter esse clima de violência.

