Manaus/AM - O corpo do indigenista Maxciel Pereira dos Santos, assassinado a tiros em 6 de setembro de 2019 no Amazonas, foi exumado nesta terça-feira (4), em Tabatinga. Com essa ação, a Polícia Federal (PF) busca descobrir uma relação com os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, que também foram mortos no Amazonas.
A mãe e duas irmãs de Maxciel acompanharam a exumação do servidor.
A PF quer tentar recuperar um possível projétil que possa ter ficado alojado no corpo de Maxciel, e assim descobrir qual arma foi usada para matá-lo. O corpo será levado ao Instituto de Criminalística da PF em Brasília, onde será feita a perícia.
Maxciel era servidor da Fundação Nacional do Índio (Funai) e foi morto com dois tiros na cabeça em 2019, em Tabatinga, no Amazonas. Ele era parceiro de Bruno no combate às invasões, garimpos, pesca ilegais e desmatamento no Vale do Javari.
Rubens Villar Coelho, conhecido como Colômbia, que foi preso suspeito de participar das mortes de Bruno e Dom, também pode estar envolvido na morte de Maxciel. Colômbia é apontado pela PF como chefe de uma organização criminosa da pesca ilegal na Amazônia.
A PF só retomou as investigações sobre o assassinato de Maxciel após as mortes de Bruno Pereira e Dom Phillips.



