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Pesquisador alerta para riscos causados por Ômicron no Amazonas

Pesquisador alerta para riscos causados por Ômicron no Amazonas
Pesquisador alerta para riscos causados por Ômicron no Amazonas

O aumento dos casos de morte e de adoecimentos graves tanto no Amazonas quanto na maioria dos estados do país por Covid-19, estão relacionados com a variante Ômicron, por isso, o alerta para a manutenção das medidas de proteção e da vacinação permanece.

A afirmação foi do pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), Felipe Naveca, em uma live no Portal da Ciência, vinculado à Faculdade de Informação e Comunicação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), na noite de ontem, quarta-feira (2).

De acordo com o boletim epidemiológico da Fundação de Vigilância Sanitária Dra Rosemary Costa Ponto (FVS-RCP), foram confirmados 19 óbitos pela Covid-19, dos quais 15 ocorridos na terça-feira (1º/02) e 4 óbitos encerrados por critérios clínicos, de imagem, clínico-epidemiológico ou laboratorial. Com isso, são 13.981 o total de mortes no estado causado pela doença. 

Entre os óbitos de 24h, 86% eram portadores de comorbidades como, por exemplo, diabetes e hipertensão, além da faixa etária avançada com mais de 70 anos.

Naveca lembrou que nem só sintomas leves virão com a contaminação pela Ômicron, que já apresenta uma série de mutações, causando reinfecções.

De acordo o pesquisador, há sublinhagens vinculadas a essa variante já detectadas como a BA.1, BA.2 e BA.3, com gama de mutações diferentes, cuja evolução deixa em alerta caso passem a circular. 

Ele citou o caso da Dinamarca, país com uma eficiente política de vigilância dos casos da pandemia, onde houve um aumento da BA2 após a primeira onda de BA1. “Como elas têm evolução diferentes, pode ter aumento de caso se uma nova sublinhagem começar a circular”, atestou.

INFECÇÃO

Outro ponto citado por ele é o alto poder de infecção da variante. “A Ômicron é muito contagiosa, tem uma surpreendente evolução que não tínhamos visto acontecer com outras linhagens”, alertou o pesquisador da Fiocruz, afirmando ser difícil prever que outra variante não vá aparecer. Por isso, garante, só com a diminuição da transmissão será possível reduzir a chance de outras variantes surgirem.

Naveca descartou a tese de que a Ômicron possa ser o final da pandemia, por já ter infectado um número muito grande de pessoas suscetíveis e assim diminuir a chance do vírus continuar circulando.

Devido a taxa de contaminação da variante e a taxa de vacinação desigual no mundo, somente quando a cobertura vacinal contra Covid-19 for acima de 95%, incluindo as crianças, grupo que não estava contemplado no programa de vacinação, será possível acabar coma pandemia. Atualmente, ainda há países com baixíssimas taxas de vacinação, o que é significativo para o desenvolvimento de variantes, completou ele, citando países que deverão iniciar vacinação de crianças contra Covid, como acontece com outras vacinas administradas para essa faixa etária. 

Ao defender uma distribuição igualitária da vacina no mundo, o pesquisador da Fiocruz destacou que a aplicação de vacinas foram triunfos da ciência que mudaram a história natural das doenças graves como varíola e poliomielite, ou seja, existem vários exemplos de sucesso das vacinas no controle de doenças graves, o que pode ser remetido à Covid-19.

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