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Pesquisa reproduz o milagre da multiplicação dos peixes

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 Triplicar a produção de peixe de piscicultura no Amazonas nas mesmas áreas de tanques já existentes é mais do que um desafio de pesquisadores da Embrapa. É uma realidade mais do que comprovada e que já rompeu, inclusive, as fronteiras do Amazonas.
O resultado obtido com o experimento é de um salto de 3 mil peixes por hectare para 7 mil, algo que despertou a atenção dos mais importantes criadores, inclusive, do estado de Roraima.

 

Simples e eficiente, a ideia consiste no uso de aeração artificial diária, uma técnica voltada para a melhoria do nível da qualidade da água com maior disponibilidade de oxigênio. "Os resultados são fantásticos, reduz o estresse e evita o surgimento de doenças e parasitos que afetam o peixe", pesquisador Roger Crescêncio.

O aumento da capacidade produtiva e da rentabilidade por hectare está entre as vantagens apontadas pelo pesquisador Roger Crescêncio, que fez alusão ao projeto por se tratar de uma técnica em perfeita sintonia com as questões ambientais.
"O aumento da produção não gera desmatamento de novas áreas e de efluentes e por ser um sistema sem renovação de água, o consumo que se tem é somente para reposição do que evapora ou infiltra", explica.

O sistema foi colocado em prática na propriedade do casal de piscicultores Luis e Franci Bonfá, no município de Rio Preto da Eva (AM) durante o período de um ano e acompanhado por uma equipe de pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental, que atuam em aquicultura.

O resultado foi positivo com índices de produtividade três vezes maior que a média estadual e lucratividade de 54,21% no empreendimento. Agora, outros produtores se mostraram interessados e estão se preparando para implantar esse sistema intensivo, que é novo em estados da região norte.

O presidente da Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS), Valdelino Cavalcante, disse que os resultados dessa pesquisa vêm ajudar a superar desafios do setor primário. “Nosso desafio no Amazonas é justamente de maior agregação de valor ocupando menores áreas e esse trabalho apresentado pela Embrapa é fundamental para ter uma atividade competitiva”, afirmou.
O piscicultor Aniceto Wanderley, estabelecido no estado de Roraima e considerado um dos maiores empreendedores de piscicultura de grande porte na região norte, também manifestou interesse no sistema intensivo diante dos resultados apresentados pela Embrapa, que são três vezes superiores ao que obtém em seu empreendimento.

A equipe de pesquisadores da Embrapa que esteve à frente do projeto é formada por Claudio Izel, Roger Crescêncio e pelas pesquisadoras Cheila Boijink, Edsandra Chagas e Fernanda Loureiro de Almeida.

 

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