Início Amazonas Pena máxima para Chalub
Amazonas

Pena máxima para Chalub

Se depender do parecer do  procurador-geral da República, Roberto Monteiro Gurgel dos Santos, o desembargador Domingos Chalub, vice-presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, levará a pena máxima por envolvimento  com o ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro.   O desembargador  é acusado  de ter participado de " acordo" para conceder a liminar  que cassou o presidente da Câmara de Coari, Raimundo Osni Oliveira. O vereador  comandava a oposição ao ex-prefeito.

 O procurador justifica, no seu parecer, que Chalub  atuou de forma incompatível com “a dignidade, a honra e o decoro de suas funções”. A mesma penalidade pode ser aplicada, segundo parecer do procurador, aos juizes  Hugo Levy Filho, Rômulo Fernandes e Ana Paula Braga, que teriam usufruído de benesses do grupo do ex-prefeito.  Levy é acusado de tráfico de influência  e advocacia administrativa.
 
Monteiro foi  menos rígido com   Elci Simões e Airton Luís Corrêa Gentil .  A recomendação é para que sejam advertidos. O desembargador Yedo Simões poderá ter o processo arquivado.  O procurador diz  que a lei da magistratura   impede a aplicação da pena de advertência.  Para Marcelo Ricardo Raposo, ex-assessor de Hugo Levy, a " sugestão" é a demissão.

Para Adriano Salan, não houve sugestão de penalidade. Ele não apresentou defesa, por isso, o processo, a pedido do procurador, será desmembrado.

 As conversas telefônicas gravadas com autorização da Justiça pela Policia Federal revelam que os  magistrados tinham ligações  estreitas com o grupo criminoso comandado pelo ex-prefeito  Adail Pinheiro, envolvido em corrupção, pedofilia e tráfico de influência no Tribunal de Justiça do Amazonas.
 
O processo administrativo disciplinar contra os juizes e servidores do Tribunal de Justiça foi baseado em denúncia feita pelo então prefeito de Manaus, Serafim Corrêa. Ele levantou suspeitas de que os juízes e desembargadores proferiram decisões favoráveis à  Coari - na repartição de recursos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)  - em troca de favores. Com o esquema,  foram retirados de Manaus, em caráter liminar, cerca de R$ 40 milhões, depois devolvidos ao município em razão da constatação  de que as medidas judiciais favoráveis a Coari foram tomadas em cima de interesses  espúrios. 
 

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?