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Orientação para empresas

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Dentre os participantes do III Seminário de Cosméticos estava o diretor presidente da indústria Amazon Green, Francisco Aguiar. Para ele, os principais avanços proporcionados pelo projeto do Sebrae serão o levantamento de dados para a implementação da cadeia produtiva e o direcionamento para quem quer produzir na Amazônia. Desde 2007, a Amazon Green vem ampliando seu portfólio de produtos (shampoo, hidratante, sabonete, óleo, perfume etc) e hoje possui pontos de venda em shoppings de São Paulo e Manaus, além da distribuição feita por meio de parceria com outros lojistas.

“O cosmético que realmente tem ingrediente amazônico, como é o nosso caso, faz parte de um nicho de mercado próprio, diferente dos itens de supermercado. São artigos premium mais voltados à classe A que realmente trazem resultado. Não é apenas apelo de marketing”, ressalta. 

O carro-chefe de vendas da Amazon Green é a linha de produtos feita com manteiga de cupuaçu. Um hidratante para mãos, por exemplo, chega ao mercado com o preço médio de R$ 50, enquanto o perfume da linha custa até R$ 150 (100 ml).
Acesso a novos mercados

O empresário Schubert Pinto, diretor executivo da indústria Pharmakos d’Amazônia, também participou do seminário e fez algumas considerações sobre os desafios do segmento. Em seu entendimento, as empresas têm uma grande necessidade de acesso a novos mercados e também carecem de orientação jurídica, sobretudo, para atendimento às demandas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Desde 2001, a Pharmakos d’Amazônia fabrica cosméticos no Estado. Segundo o diretor, a empresa produz 123 itens e detém uma participação de 80% no mercado local, tendo como diferencial a construção de uma cadeia produtiva que beneficia fornecedores do município de Manaquiri e de cooperativas de pequeno porte. “Atender aos requisitos legais é a parte principal de uma empresa do setor. Além disso, é condição básica para exportar. Outra questão vital é a estrutura física da indústria”, disse.

Para Schubert, o fornecimento de matéria-prima não é um gargalo para a empresa porque a Pharmakos d’Amazônia realiza o cultivo orgânico de plantas medicinais certificadas, por meio do projeto denominado “Abonari”. Mensalmente, são extraídos da área de plantio 300 quilos de biomassa de crajiru. A planta é beneficiada e depois incorporada aos produtos.

Seminário

O III Seminário de Cosméticos é uma realização da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), do Sebrae-AM, da Associação Brasileira dos Sebrae Estaduais (Abase-Norte) e da consultoria Planeta Orgânico. Em complementação às discussões promovidas durante o seminário, até a próxima sexta-feira (20) serão realizados eventos e oficinas relacionados ao segmento de cosméticos dentro da programação da Fiam 2015, como a “Reunião Técnica com os Gestores do Projeto Estruturante de Cosméticos e “Encontro de Fornecedores e Demandantes de Insumos Amazônicos Utilizados na Indústria Cosmética”, ambos no dia 20.

Foto: Divulgação/Suframa

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