A novidade da votação e aprovação dos projetos ficou por conta dos oposicionistas José Ricardo (PT), Luiz Castro (PPS) e Marcelo Ramos (PSB): eles votaram a favor, apesar de algumas críticas, como as supostas falhas ambientais verificados na implantação do projeto e até o alto índice de endividamento do Estado. José Ricardo pediu explicações sobre o montante de dívidas do Estado com os empréstimo desde o governo Eduardo Braga e teve a resposta do governista Marcos Rotta (PMDB).
O Estado do Amazonas, segundo Marcos Rotta, tem capacidade de endividamento de R$ 15 bilhões e hoje possui uma dívida de apenas R$ 3 bilhões. “Temos uma margem de 12 bilhões de reais”, afirmou. E sobre o empréstimo no BID, a instituição “talvez faça a apuração e o acompanhamento mais criterioso de que se tem notícia em investimento público”. O BID, afirmou o deputado, já declarou ser o Prosamim o maior programa social já financiado pelo banco. E não iria comprometer sua imagem e orçamento agora, se não tivesse feito “uma fiscalização rigorosa no passado”.
Rotta e outros deputados como Adjuto Afonso (PP), Abdala Fraxe (PTN), Belarmino Lins (PMDB) e Tony Medeiros (PSL), lembraram que os moradores dos igarapés viviam em condição subuma antes da chegada do Prosamim, no governo Eduardo Braga e por isso não podiam ficar contra os projetos dos novos empréstimos. Além disso, levar o Prosamim para os municípios do interior foi uma promessa de campanha de Omar, que começa a ser cumprida por Maués.
Vicente Lopes (PMDB) manifestou a mesma opinião dos colegas, mas defendeu que o governo federal deveria disponibilizar esses recursos para o Amazonas, onde o ex-presidente Lula e a atual presidente, Dilma Rousseff, tiveram votação recorde nas eleições. Além do mais, a maior parte dos tributos federais arrecadados pela União na Região Norte, é do Amazonas: 49%.
Antes de declarar ser favorável aos novos empréstimos no BID, Marcelo Ramos, o mais polêmico dos três oposicionistas, disse que“existem ações que justificam o endividamento” do Estado e o Prosamim, ao dar dignidade às pessoas, era um dos casos, apesar de alguns problemas, como obras paradas na Praça 14. Luiz Castro lembrou ter votado a favor do Prosamim desde a primeira vez, por considerar um bom programa e que justifica o endividamento do Estado, mas ainda precisa ser integrado a uma grande trabalho de

