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Opinião: ônibus atropela Amazonino

Em 2008, o prefeito Amazonino Mendes (PTB) fez uma campanha cheia de promessas para ser cumpridas em pouco tempo. Uma delas: resolver o problema do transporte coletivo de Manaus, "o pior do país e nada difícil de ser solucionado", segundo ele. O que faltava era "competência" do então prefeito Serafim Corrêa (PSB).

Um ano e oito meses depois de vencer a eleição, tomar posse e assumir o lugar de Serafim Correa, Amazonino não resolveu os problemas que apontava como solúveis. Pior, já aumentou e reduziu a passagem de ônibus e prometeu comprar 900 veículos da China para substituir os "cacarecos" que rodam pela cidade.  Novamente a  promessa  ficou no discurso. O prefeito não combinou direito com os empresários e os usuários continuam pagando pelas trapalhadas da atual administração municipal.

A "penúltima" situação só não é cômica porque é trágica. A juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública, Ida Maria Costa Andrade, determinou que a passagem fosse reduzida de R$ 2,25 para R$ 2,10, em 72 horas, prazo que vigiria a partir do último sábado. Amazonino estava fora do Estado, o presidente da Câmara e prefeito em exercício,  Luiz Alberto Carijó (PTB), assinou a ordem para o cumprimento da decisão judicial, mas o Sinetran, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas,  alegou motivos técnicos e jurídicos para desobedecer a Justiça e a Prefeitura. E Amazonino, como em outros momentos de crise, não estava na cidade. 

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