Ação da Prefeitura de Manaus em parceria com a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros resultou na interdição de cinco casas noturnas, na noite desta sexta-feira, 16, na avenida Autaz Mirim, zona Leste. As interdições da Casa da Mamãe, Natureza, Bolero's Drinks, Chega 'Mas' e Zona Livre ocorreram após a constatação de que elas estavam atuando sem alvará de funcionamento, habite-se, dentre outras irregularidades.
O coordenador da ação, Antônio Peixoto, que está à frente do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da prefeitura, informou que o trabalho faz parte da operação “Casas Noturnas”. Ele lembrou que as fiscalizações começaram ainda em 2013, de forma coordenada e pontual em todas as zonas da cidade.

Peixoto destacou que as fiscalizações têm como finalidade coibir que casas noturnas funcionem sem as documentações exigidas pela prefeitura, o que pode ocasionar riscos aos frequentadores e funcionários. "Grande parte das casas noturnas que funcionam em Manaus apresentam algum tipo de irregularidade. Então, a prefeitura fecha e em desobediência à fiscalização, elas reabrem. Hoje estamos aqui com os órgãos reguladores para coibir isso", afirmou.
Operação ‘Casas Noturnas’
A ação começou por volta das 22h. A concentração ocorreu no Comando de Policiamento da Área Leste (CPA/Leste). Ao todo, 11 órgãos da prefeitura participaram dos trabalhos, além de seis viaturas da Polícia Militar e equipe do Corpo de Bombeiros. As fiscalizações aconteceram simultaneamente em cinco casas.
As primeiras a serem interditadas foram as casas noturnas Natureza e Casa da Mamãe. Em seguida, as equipes seguiram para o Bolero's Drinks e também para Chega 'Mas' e Zona Livre. Esta última, segundo o chefe de Fiscalização de Obras do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), Carlos Alexandre, estava totalmente irregular perante todos os órgãos fiscalizadores.

Já o Natureza, Casa da Mamãe, Chega 'Mas' e Bolero's Drinks, que também estavam sem o alvará e o habite-se, estão em processo de regularização junto à prefeitura. Carlos Alexandre explicou que o fato de terem requerido o documento não garante autorização legal para o funcionamento.
"Elas estão em processo, mas devem aguardar a licença e a expedição de outros documentos para poderem funcionar de forma legal. Caso contrário, estarão infringindo a legislação municipal e serão interditadas", destacou.
Os problemas relacionados à Vigilância Sanitária também foram detectados. O gerente de engenharia do órgão, Marcelo Rosas, disse que foram encontrados alimentos e bebidas mal acondicionados e funcionários manuseando esses produtos de forma inadequada. Tudo isso, segundo ele, põe em risco a saúde dos frequentadores destes espaços. "O cliente deve ficar atento para essas questões e evitar frequentar esses locais que, de certa forma, podem prejudicar sua saúde", alertou.


Fotos: Marinho Ramos





