A cheia dos rios no Amazonas tem atrapalhado a retirada dos escombros das pontes que caíram sobre os Rios Curuçá e Autaz Mirim, na BR-319, em 2022. Por conta disso, a conclusão das obras que estavam previstas para outubro foram adiadas para 2024.
A informação é do superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amazonas, Luciano Moreira de Sousa Filho, que participou de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) na terça-feira (13), para tratar sobre as obras das pontes e relatou que a cheia do rios e a velocidade da correnteza, dificultam o trabalho para retirar os destroços.
"Nós tivemos um atraso na remoção dos escombros, porque precisa do serviço de mergulho e o nível do rio está bem elevado e a velocidade aumentou bastante. Então as empresas que tiveram que fazer a remoção, tiveram que parar e retomar agora na vazante", disse o superintendente.
O Dnit iria concluir as obras em outubro de 2023, mas com o contratempo, a previsão é apenas para 2024.
No dia 28 de setembro de 2022, a ponte sobre o Rio Curuçá desabou deixando cinco mortos e 14 feridos. Onze dias depois, a ponte sobre o Rio Autaz Mirim também desabou, mas ninguém ficou ferido.
Desde a queda das pontes, a travessia nos dois rios é feita por meio de balsas.



