Carlos Zamith foi embora. Seu Baú Velho fica como legado para gerações interessadas em conhecer a história do futebol amazonense. O que ele fez pelo esporte foi guardar a memória de um tempo no qual os clubes funcionavam e os estádios (da Colina e do Parque Amazonense) lotavam nas tardes de domingo. A história desse tempo - de paixão pelo Nacional, Fast, Rio Negro e Olímpico - não se perderá.
Zamith foi o grande cronista de seu tempo. Sério, ponderado, apontava as causas de uma crise no futebol que levou os clubes à falência e esvaziou os estádios. Ninguém lhe deu atenção. Zamith fez o que se faz com os despojos de uma guerra onde os dois lados perderam: juntou tudo num baú: fotos, camisas, sonhos. Quem lê seu "Baú Velho" entra no túnel do tempo e ainda ouve o grito das torcidas ensandecidas que lotavam os estádios em Manaus.
Zamith partiu hoje, mas esse baú que ele criou para guadar a memória do esporte amazonense não pode ser fechado... É história pura.
O livro, que ele também deixa, pode ser encontrado na Livraria Valer. ( Raimundo Holanda)

