“O Brasil está a caminho da paralisia”, alerta Arthur Bisneto
Como líder da Oposição, o deputado federal Arthur Virgílio Bisneto (PSDB-AM) fez um breve balanço sobre a situação econômica e financeira do país e alertou que o país está recuando perigosamente em vários índices, provocando riscos no bem-estar da população. O pronunciamento foi feito na tribuna da Câmara Federal nesta terça-feira, 12. O tucano assumiu nesta semana a liderança do Bloco da Oposição em substituição ao deputado Bruno Araújo.
Segundo o deputado, o arrocho fiscal patrocinado pela presidente Dilma Rousseff tem feito o Brasil parar. “Neste ano, o governo federal tem congelado repasses a programas prioritários e suspendido o pagamento de obras”, afirmou.
Ele citou como exemplo o Fies, programa de financiamento ao ensino superior. “Neste semestre, o número de contratos novos autorizados, 252 mil, foi cerca da metade do mesmo período de 2014. A justificativa é que os recursos disponíveis para os novos financiamentos, R$ 2,5 bilhões, esgotaram-se. Ainda não há previsão se haverá uma segunda edição do programa no segundo semestre”, afirmou.
Bisneto disse que o Ministério da Educação também adiou por duas vezes o início das aulas do Pronatec; que tem ministério que, passados mais de quatro meses no ano, ainda não conseguiu investir um centavo sequer do orçamento para investimentos deste ano. São sete casos, incluindo as pastas de Desenvolvimento Social e Combate à Fome e de Desenvolvimento Agrário. Ele falou ainda que o programa Minha Casa, Minha Vida é outra vítima dos cortes do governo, que, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção, o setor tem hoje cerca de R$ 1,2 bilhão a receber do governo por projetos do programa. “Há milhares de obras paradas por falta de pagamentos. Neste ano nenhuma moradia foi contratada”, alertou.
Outro dado apontado pelo deputado foi a promessa do pré-sal, que não fará mais da Petrobras a principal locomotiva do crescimento econômico do país nos próximos anos. Segundo ele, a estatal irá pisar no freio e reduzir em 41% o valor dos seus investimentos. O montante de cair de R$ 660 bilhões para em torno de R$ 400 bilhões entre 2015 a 2019.
“A culpa pela diminuição dos investimentos da Petrobras são os maus negócios da empresa, que se tornou a mais endividada do mundo. Até 2019, a companhia terá que arcar com R$ 643 bilhões de gastos com o pagamento de dívida e demais compromissos já firmados”, declarou. Bisneto citou o atraso dos pagamentos feito pelo Dnit, que tem uma dívida estimada em R$ 1,8 bilhão e que a situação ainda deve piorar porque o governo vai anunciar, nos próximos dias, um grande corte no orçamento, para viabilizar o cumprimento da meta de poupar R$ 66,3 bilhões no ano.
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