Manaus/AM - A pandemia de Covid-19 elevou para 36,1% a proporção de famílias amazonenses que receberam o auxílio emergencial criado pelo Governo Federal para atender aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que investiga, regularmente, informações sobre os rendimentos provenientes de todos os trabalhos e de outras fontes não oriundas do trabalho das pessoas residentes no Brasil. A pesquisa foi divulgada hoje (19) pelo IBGE.
Em 2020, no Amazonas, o contingente de pessoas que possuíam algum rendimento correspondia a 33,7% da população residente (1,36 milhão), percentual inferior ao de 2019, que foi de 37,2% (1,48 milhão).
No entanto, segundo o IBGE, em 2020, aumentou o percentual de pessoas com rendimento proveniente de outras fontes, totalizando 23,7% dos residentes (960 mil pessoas), enquanto, em 2019, essa estimativa era de 17,6% (700 mil pessoas).
Na Pesquisa, o Auxílio Emergencial entrou na rubrica de outros programas sociais, estando presente em 36,1% dos domicílios do Amazonas em 2020. Em 2019, apenas 0,7% dos domicílios recebiam outro programa social do governo, que não fosse o Bolsa-Família ou BPC-LOAS.
REDUÇÃO DO BOLSA FAMÍLIA
Como parte dos beneficiários do Programa Bolsa Família passou a receber o auxílio emergencial, entre 2019 e 2020, houve redução da proporção de domicílios que recebiam esse benefício (de 27,7% para 12,7%). Já a proporção de domicílios que recebiam BPC-LOAS passou de 5,8% para 5,1% no período.
O auxílio emergencial, no entanto, segundo o governo, deve terminar em 2022.
De acordo com o IBGE, as Regiões Norte e Nordeste apresentavam as maiores proporções de domicílios com beneficiários de programas sociais: 12,9% e 14,2%, respectivamente, recebiam rendimento do Programa Bolsa Família; 5,0% e 4,5% recebiam rendimento do BPC- LOAS; e 32,2% e 34,0% recebiam rendimento de outros programas sociais, sobretudo Auxílio emergencial.



