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Novo guia de parteiras tradicionais será publicado no Amazonas

Novo guia de parteiras tradicionais será publicado no Amazonas
Novo guia de parteiras tradicionais será publicado no Amazonas

Manaus/AM - Uma nova edição do Guia das Parteiras Tradicionais deverá ser publicado até o final deste ano de 2022 pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e a Associação das Parteiras Tradicionais do Amazonas (APTAM) Algodão Roxo, que reúne o trabalho de parteiras de 20 municípios situados em diferentes regiões do Estado.

Com aproximadamente 70 páginas, o guia é um material adaptado à realidade amazônica e poderá ser utilizado pelas próprias parteiras e profissionais da rede de saúde.

O guia deverá ser publicado pela Editora Rede Unida, e faz parte das atividades do Projeto Redes Vivas e Práticas Populares de Saúde: Conhecimento Tradicional das Parteiras e a Educação Permanente em Saúde para Fortalecimento da Rede de Atenção à Saúde da Mulher no Estado do Amazonas.

O conteúdo foi desenvolvido pelo Laboratório de Pesquisa em História e Ciências da Saúde na Amazônia (Lahpsa), da Fiocruz Amazônia, com apoio do Ministério da Saúde, Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM), 
Projeto Inserção das Parteiras tradicionais nas equipes da Atenção Basica no Estado do Amazonas e Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), em projeto coordenado pelo pesquisador e chefe do Lahpsa, Júlio César Schweikardt.

O guia reúne informações referentes aos procedimentos, direitos e ações das parteiras, com linguagem acessível e o olhar das parteiras sobre conceitos ligados ao corpo da mulher, da gestação ao pós-parto, entre outros aspectos. 

O guia é o resultado do trabalho de uma equipe multiprofissional, composta por pesquisadores da Fiocruz Amazônia, alunos de pós-graduação, profissionais de saúde com especialização em atenção à saúde da mulher e as parteiras.

A ideia de fazer uma nova publicação com as parteiras tradicionais da Amazônia surgiu da necessidade de atualização das informações contidas em outros materiais já existentes, a exemplo do “Livro da Parteira Tradicional”, elaborado pelo Ministério da Saúde em colaboração com o Grupo Curumin, editado em 2000 e atualizado em 2012. 

A pesquisadora visitante do ILMD, Lupuna Corrêa de Souza, que participou da elaboração do guia, explica que o livro foi utilizado por centenas de parteiras em todo o Brasil, contribuindo de maneira significativa para a atualização do trabalho das parteiras tradicionais, as quais assistem as mais distantes comunidades onde muitas vezes o Estado não chega.

Ao todo, o trabalho contemplou parteiras de 20 municípios situados em diferentes regiões do Estado, tendo como traços característicos recortes de áreas de fronteira, reserva extrativista, com populações indígenas, população urbana ou próxima de Manaus, divisa com outros estados, acesso somente por rio e acesso por estrada. 

Entre os municípios envolvidos, estão Tabatinga, Santo Antônio do Içá; Fonte Boa (Alto Solimões), Tefé e Maraã (Região do Triângulo), Manacapuru e Coari (Rio Negro e Rio Solimões), Manaus, Nova Olinda do Norte, São Gabriel da Cachoeira (entorno e Alto Rio Negro), Itacoatiara e Silves (Médio Amazonas), Parintins e Maués (Baixo Rio Amazonas), Eirunepé e Envira (Rio Juruá), Lábrea e Boca do Acre (Rio Purus) e Humaitá e Borba (Rio Madeira).

No estado do Amazonas, a Lei n°. 4.875, de 16 de julho de 2019, instituiu o Dia Estadual da Parteira no Estado do Amazonas. E a presença da parteira tradicional na hora do parto no Amazonas é assegurada pela Lei n°. 5.312, de 18 de novembro de 2020 que autoriza a presença de parteiras durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, sempre que solicitadas pela parturiente, nas maternidades, casas de parto e estabelecimentos hospitalares congêneres, da rede pública e privada do Estado do Amazonas.

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