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Nova lei busca reduzir mortes de crianças por acidentes no Amazonas

Nova lei busca reduzir mortes de crianças por acidentes no Amazonas
Nova lei busca reduzir mortes de crianças por acidentes no Amazonas

Manaus/AM - A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou por unanimidade o Projeto de Lei nº 94/2025, de autoria do deputado estadual e presidente da Casa, Roberto Cidade (UB), que torna obrigatória a notificação de acidentes domésticos e de lazer envolvendo crianças e adolescentes de 0 a 14 anos no estado. A medida valerá para todas as unidades de saúde, públicas e privadas, que deverão comunicar os casos ao Sistema Estadual de Vigilância em Saúde sempre que houver morte, hospitalização ou atendimento de emergência. O projeto aguarda agora a sanção do governador.

De acordo com o parlamentar, a proposta tem como principal objetivo reduzir os índices de acidentes com o público infantojuvenil no Amazonas. Para isso, será criado um sistema eficiente de notificação e monitoramento. “Nosso objetivo é criar um mecanismo que proteja ainda mais nossas crianças e adolescentes. São vidas interrompidas por situações muitas vezes evitáveis. Precisamos fortalecer a rede de proteção desse público, que é o futuro do nosso país”, destacou Roberto Cidade, citando dados do Ministério da Saúde que apontam 456 mortes de jovens de até 19 anos em 2024, em todo o Brasil, por acidentes domésticos.

O deputado também mencionou a experiência positiva do Paraná, onde a adoção de um programa semelhante resultou na redução de 15% nos casos de acidentes com crianças. Segundo ele, a proposta amazonense segue essa mesma lógica de prevenção e reforço na atuação do poder público. “A experiência de outros estados mostra que o monitoramento eficaz é fundamental para reduzir significativamente os índices”, afirmou.

Após a sanção governamental, as notificações deverão ser feitas em até 48 horas após o atendimento, por meio de plataforma eletrônica da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), com cópia para a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM). As informações alimentadas nesse sistema vão compor um banco de dados unificado, que servirá de base para campanhas educativas, ações de prevenção, relatórios trimestrais e políticas públicas focadas na proteção da infância e adolescência.

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