Por Arthur Virgílio Neto , prefeito de Manaus
Que este 1º de maio seja de reflexão para os brasileiros. Afinal, vivemos o início de grave crise econômica, que obrigatoriamente gerará consequências sociais delicadas. 2015 será período de extrema escassez e dificuldades. 2016 apresentará resultados pífios, ainda que a presidente Dilma e sua entourage permitam que o ministro Joaquim Levy, técnico sério e competente, coloque a economia nos eixos.
Na hipótese de o imobilismo político e administrativo se agudizar, teremos o caos e uma perspectiva dramática para o nosso povo. O quadriênio de governo que mal começou ameaça findar, em dezembro de 2018, sob o signo de altas taxas de inflação, penalizando principalmente os mais pobres, e baixíssimas taxas de crescimento. Para este 2015, prevejo, com preocupação, inflação em torno de 10 % e decréscimo no Produto Interno Bruto bem perto de 2%.
Trabalhador, para mim, é quem dá duro nas fábricas, nas repartições públicas, no meio rural, no comércio, no setor de serviços, nos trabalhos avulsos. Trabalhadores são o operário o pessoal administrativo e os empresários, que investem, correm riscos e geram oportunidades de emprego. Trabalhadores são o comerciário e o comerciante. São o dono de qualquer empresa legal e todo aquele que nela labuta.
Meu conceito é, portanto, amplo. Não é excludente. Não é sectário. Não é trabalhador quem se dedica a assaltar a Petrobras, a falir dolosamente o setor elétrico brasileiro, a desmoralizar as funções públicas deste país. Já dizia São Tomás de Aquino: “a pior coisa é colocar a virtude a serviço de vícios”. Ou seja, antes alguém desprovido de inteligência que uma pessoa muito sábia e sagaz que usa esse dom para fraudar e corromper. Ou alguém obstinado e organizado que aplica tais virtudes na organização, “feito” inatingível para os que são desorganizados e de limitada capacidade de foco.
Creio no Brasil apesar de tudo. Insisto nisso com todas as forças do meu ser. E é sob infinita convicção que homenageio os trabalhadores, procurando unir e não dividir, juntar e não espalhar, congraçar e não estimular antagonismos de classe que nunca deram certo em lugar nenhum do mundo.
Meus votos são por um 1o de maio de esperanças, em nome de nossos filhos e netos. Eles precisam e merecem. O Brasil, que tanto amamos, precisa e merece também.

