Uma nova coleta sorológica será realizada no rebanho de bovinos e bubalinos com idades entre seis e 24 meses, de 11 municípios do Amazonas a partir da próxima segunda-feira, dia 22. O estudo iniciado no mês passado faz parte do processo para a conquista da certificação do Estado como área livre de febre. O trabalho é executado pela Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf), órgão integrante do Sistema Sepror, com o apoio do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
A coleta de soro servirá para avaliar, através de técnicas sorológicas, a inexistência da circulação viral da doença no Estado. De acordo com a médica veterinária e gerente de Defesa Animal da Adaf, Joelma Silva, esta é uma segunda coleta frente ao teste sorológico já realizado este mês em 62 propriedades de 41 municípios do Estado. Esta coleta sanguínea iniciou no dia 16 de março e encerrou no dia 8 de abril. Agora a partir desse resultado obtido esta semana pela análise do Laboratório Nacional Agropecuário do Pará (Lanargo), um dos laboratórios oficiais do Mapa na região Norte, o Amazonas realizará essa nova coleta em 16 propriedades de 12 municípios: Apuí, Benjamim Constant, Beruri, Caapiranga, Canutama, Carauari, Careiro, Envira, Humaitá, Itacoatiara, Manicoré e Novo Aripuanã.
Segundo a veterinária nas propriedades dos 41 municípios foram coletadas 1.342 amostras de sangue entre bubalinos e bovinos de 62 propriedades do Estado.
A médica ressalta que essa reação ocorrida nessas 12 propriedades é normal devido os animais terem recebido as doses de vacina contra a febre aftosa, caso tenha o vírus circulante, os sintomas se manifesta dentro de 14 dias, por isso é exigido que se faça a recoleta, que pode ser feita a partir de 15 dias após a primeira coleta. Esta segunda fase da coleta de soro é um procedimento padrão que deve ser realizado sempre que ocorrem reações sorológicas.
Os postos das Barreiras Sanitárias da Adaf funcionam em pontos estratégicos dentro do Amazonas com foco nos municípios que fazem divisa com outros estados: Parintins (Pará), Presidente Figueiredo (Roraima), Humaitá (Rondônia) e Boca do Acre (Acre), que atua com a fiscalização volante. Além de barreiras em municípios com fronteiras territoriais, existem barreiras em rodovias. No km 126 da BR174 (Manaus-Roraima), no município de Presidente Figueiredo, o trabalho dos técnicos agropecuários da Adaf tem sido intensificado.

