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MPF quer explicação da Aeronáutica e PF sobre aviões de garimpo

MPF quer explicação da Aeronáutica e PF sobre aviões de garimpo
MPF quer explicação da Aeronáutica e PF sobre aviões de garimpo

Manaus/AM - O Ministério Público Federal (MPF) deu dez dias para que a Aeronáutica, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Polícia Federal informem quais medidas foram adotadas contra o tráfego aéreo destinado ao garimpo ilegal no Amazonas e em outros estados da região norte.

A solicitação foi feita após relatos de “inúmeras pistas de pouso clandestinas nos estados da Amazônia Ocidental, a maioria destinada a viabilizar o transporte de insumos para os garimpos e a facilitar o escoamento dos recursos minerais extraídos ilegalmente”.

De acordo com o procurador da República André Luiz Cunha, desde a implementação dos ofícios – que são unidades de atuação do MPF – da Amazônia Ocidental, diversos inquéritos policiais apontaram utilização de aeronaves privadas, aeródromos e pistas de pouso clandestinos, com atuação de pilotos de aeronaves, em suporte às atividades de garimpo ilegal, inclusive no interior de terras indígenas.

“Tal contexto revela profissionalismo na dinâmica criminosa de apoio à extração ilegal de recursos minerais, sendo necessária atuação estratégica do Ministério Público Federal para, em diálogo com as demais instituições, combater de modo enérgico tais ilícitos”, afirmou o procurador.

Na última sexta-feira (26), entidades que defendem direitos indígenas divulgaram nota técnica na qual afirmam que ainda falta muito para o combate ao garimpo nas terras indígenas.

“O caminho para a recuperação territorial e sanitária da TI Yanomami ainda é longo e muitos ajustes precisam ser feitos para recuperar um caminho de bem viver e prosperidade para as famílias indígenas”, diz trecho do documento.

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