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MPF pede ao Facebook retirada de anúncios de mercúrio após denúncias de contaminação no AM

MPF pede ao Facebook retirada de anúncios de mercúrio após denúncias de contaminação no AM
MPF pede ao Facebook retirada de anúncios de mercúrio após denúncias de contaminação no AM

Manaus/AM - O Ministério Público Federal (MPF) recomendou que o Facebook remova anúncios relacionados ao comércio ilegal de mercúrio líquido em sua plataforma, especialmente no serviço de Marketplace e em grupos. O mercúrio tem sido encontrado em peixes de municípios do Amazonas e em crianças indígenas, representando grave risco à saúde pública e ao meio ambiente. 

O MPF também pediu que a empresa implemente mecanismos mais rigorosos para identificar e impedir esse tipo de conteúdo, além de divulgar a proibição do comércio de mercúrio aos usuários da rede social. A plataforma tem 30 dias para apresentar resposta e adotar medidas que respeitem suas próprias políticas, que já proíbem a venda de substâncias perigosas. O documento foi expedido no dia 4 de setembro pelo 2° Ofício da Amazônia Ocidental. 

Caso opte por manter os anúncios, o Facebook deverá estabelecer rigoroso controle no comércio de mercúrio, indicando ao anunciante que apresente documentação comprobatória da origem, autorização para importação da substância e licenças ambientais exigidas por lei. 

Investigações apontam que o mercúrio é comercializado ilegalmente para abastecer garimpos na Amazônia. O MPF ressalta que o controle do mercúrio é de responsabilidade do Ibama, e seu uso só é permitido com licenciamento ambiental. A contaminação por mercúrio afeta 50% dos peixes em cidades como Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, e a substância também foi detectada em 56% das mulheres e crianças Yanomami na região de Maturacá.

 

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