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MPF diz que provas de irregularidades praticadas pelos dirigentes da Suframa "são robustas"

Em nota,  o Ministério Público Federal no Amazonas rebate a insinuação, feita ontem pelos dirigentes da Suframa, de que referendou os contratos com prestadora de serviços, agora denunciados na Justiça Federal.  "A profunda análise das provas decorrentes de diligências embasa de maneira robusta o entendimento  a respeito das irregularidades que permearam todo o processo licitatório, desde a elaboração do projeto básico até a execução do contrato e liquidação da despesa diz a nota.

 A superintendente Flávia Grosso, cuja substituiçao está sendo solicitada por membros da bancada do Amazonas no Congresso Nacional, é acusada de improbidade administrativa juntamente  outros diretores da Suframa.  Leia  a nota na íntegra



NOTA DE ESCLARECIMENTO


Em resposta à nota divulgada ontem (31) pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), o Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) esclarece que:

1.O mandado de segurança a que se refere a nota da Suframa tratava de direito individual da empresa impetrante, que questionava pontos específicos de itens de julgamento de sua proposta apresentada na licitação. Nos autos do processo, sequer constava a totalidade dos documentos referentes ao processo licitatório. A manifestação do MPF/AM no âmbito do mandado de segurança foi restrita aos questionamentos dos autos e não vincula absolutamente a instituição em outros processos em tramitação ou que venham a ser propostos futuramente.


2.A ação de improbidade administrativa ajuizada pelo MPF/AM foi originada de um inquérito civil público que possui mais de 27 volumes e mais de cinco mil páginas e cujo exame levou cerca de um ano para ser concluído. A profunda análise das provas decorrentes de diligências embasa de maneira robusta o entendimento do MPF/AM a respeito das irregularidades que permearam todo o processo licitatório, desde a elaboração do projeto básico até a execução do contrato e liquidação da despesa.


3.O MPF/AM continuará cumprindo a sua função constitucional de defensor da sociedade, atuando firmemente na fiscalização da aplicação dos recursos públicos.



Ministério Público Federal no Amazonas

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