O Ministério Público Federal (MPF) acionou a Justiça Federal para responsabilizar o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e empreiteiras terceirizadas pela queda da ponte do Rio Curuçá (km 23 da BR-319, Careiro da Várzea), desabada em setembro de 2022 com um saldo tragédico de cinco mortos e 14 feridos.
Para o órgão, o desastre foi provocado por negligência crônica. A acusação aponta falhas graves na conservação da pista e aponta que obras emergenciais mal executadas no leito do rio alteraram a correnteza, sufocando as bases e acelerando a ruptura da estrutura.
O MPF cobra na ação o bloqueio e pagamento de R$ 153,9 milhões em reparações financeiras:
R$ 53,9 milhões para cobrir prejuízos materiais e custos de reconstrução;
R$ 50 milhões por danos sociais à população afetada;
R$ 50 milhões referentes a danos morais coletivos.
A petição estabelece que todo o montante arrecadado seja aplicado obrigatoriamente em projetos de infraestrutura e assistência no Amazonas, priorizando as comunidades que enfrentaram longos meses de isolamento logístico após a interrupção da rodovia.




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