AMAZONAS - O Ministério Público do Amazonas denunciou o ex-prefeito de Careiro, Hamilton Alves Villar e mais outras treze pessoas, envolvendo ex-secretários, servidores públicos e empresários por um suposto esquema criminoso contra a Lei de Licitação e lavagem de dinheiro durante os anos de 2013 a 2016. A denúncia é fruto das investigações da Operação “Apagar das Luzes”.

Para fundamentar a denúncia o promotor de justiça João Ribeiro Guimarães Netto apresenta conversas obtidas após a quebra do sigilo telefônico dos acusados, assim como a quebra do sigilo bancário deles e das empresas suspeitas.
Conforme a ação, o ex-prefeito seria o comandante da organização. O esquema denunciado funcionava assim: a prefeitura transferia o valor para empresas que prestavam parcialmente ou às vezes sequer executavam serviços para a prefeitura. O dono da empresa sacava 90% do valor e repassava ao secretário ou sub-secretário de finanças supostamente por requisição e mando do ex-prefeito.
Em delação premiada, empresários chegaram a afirmar que ficavam apenas com 10% do valor pago e o restante era destinado a Hamilton e seu secretariado. Pelo menos quatorze contratos estão sob suspeita do Ministério Público. Somados alcançam a ordem de R$ 22,6 milhões.
Os extratos bancários de Hamilton também revelaram grandes depósitos realizados por empresas vencedoras de licitação ou da conta pessoal de seus sócios. Só a
Construtora Amazônida Ltda teria depositado R$ 365.880,32 na conta do ex-prefeito. Além desse depósito, o Ministério Público também destaca outros realizados em espécie no período e que somam R$ 513.300,00.
A empresa São José (Pousada Anaconda), de propriedade da família de Hamilton também é apontada como o meio em que o dinheiro ilícito seria “lavado”. Ela está registrada no nome do filho do ex-prefeito e de seu irmão. No site da Pousada está estampada a foto do ex-prefeito segurando um peixe. Há também indícios de desvio de combustível para uso da embarcação de propriedade da Pousada.




