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MP adota medidas para garantir realocação de moradores em áreas sob risco de deslizamento em Parintins

MP adota medidas para garantir realocação de moradores em áreas sob risco de deslizamento em Parintins
MP adota medidas para garantir realocação de moradores em áreas sob risco de deslizamento em Parintins

Manaus/AM - Para fiscalizar a desocupação de áreas ambientalmente em situação de risco e promover a realocação da população no município de Parintins, no interior do Amazonas, o Ministério Público (MPAM) instaurou um procedimento administrativo e uma recomendação destinados à prefeitura municipal e à Defesa Civil. O objetivo é verificar as providências que estão sendo adotadas em relação às políticas públicas para prevenção de desastres decorrentes de deslizamentos de terra.

As medidas levaram em consideração o Relatório Técnico publicado pela Secretaria de Estado de Defesa Civil do Amazonas, que avaliou a margem fluvial da cidade e a classificou em “grau de risco crítico” — isto é, com possibilidade de desmoronamento de terras e edificações em alguns pontos na orla. No relatório, a Defesa Civil sugeriu a execução de planos de ação nessas áreas, como a remoção imediata de moradores e elaboração de projetos de infraestrutura.

De acordo com o promotor de Justiça Caio Lúcio Fenelon Assis Barros, titular da comarca, é evidente que os problemas urbanísticos são ocasionados pelo fenômeno das terras caídas, período caracterizado pela diminuição do nível de água do rio devido à falta de chuvas e que acelera a erosão do solo das margens. Segundo ele, o Ministério Público busca evitar a omissão das autoridades.

“As portarias têm o objetivo de instar ao poder público local quanto à efetivação de políticas públicas para prevenção de desastres e desabamentos em determinados pontos críticos da orla da cidade, em decorrência do fenômeno das 'terras caídas'. Nesse contexto, cabe ao Ministério Público garantir que as autoridades de Defesa Civil e responsáveis pelas políticas públicas urbanas atuarem a tempo e modo, sobretudo preventivamente”, comentou o promotor de Justiça.

Os documentos buscam acompanhar de forma continuada, pelos próximos 12 meses, as medidas conduzidas pelos órgãos locais, baseando-se na Lei Federal nº 12.608/2012, que instituiu a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC). Essa política prevê que a administração pública local promova identificação de vulnerabilidades geológicas e realize ações que minimizem desastres, incorporando medidas de gestão territorial e de planejamento de políticas setoriais.

Para garantir a conservação do Porto de Parintins, que apresenta numerosas rachaduras, a Promotoria de Justiça notificou o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), para que contrate empresa de engenharia especializada que avalie as condições de resistência das construções situadas na área portuária, além das camadas do solo e profundidade do lençol freático. As avaliações deverão ser acompanhadas de uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).

Deliberações

No despacho, o MPAM requereu que, no prazo improrrogável de 30 dias, a prefeitura de Parintins e a defesa civil municipal encaminhem um relatório com as providências a serem adotadas, tais como sinalizações, isolamentos e interdições nas áreas de risco; viabilização da retirada de famílias em regime de urgência e realocação em conjuntos habitacionais sociais, como forma de prevenção; planejamento de intervenções das margens fluviais da cidade, com obras de infraestrutura para a proteção da encosta.

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