Após visitar várias garagens das empresas de ônibus da cidade, o presidente da comissão de transporte da Câmara Municipal de Manaus, vereador Rosivaldo Cordovil constatou que a determinação judicial de paralisar quarenta por cento da frota não foi cumprida pelo sindicato da categoria. De Acordo com o parlamentar era visível a grande quantidade de ônibus que não saíram dos pátios das empresas. “Nós tivemos uma decisão judicial não cumprida. Além do desrespeito para com a Justiça, houve um desrespeito com a população. Muitos perderam seus compromissos”, afirmou.
A declaração do vereador foi feita, durante as primeiras horas da manhã desta quinta feira, quando além das garagens ele foi para as ruas e verificou que um grande número de passageiros estava lotando as paradas. Ao conversar com os usuários ele ouviu muita reclamação. O comerciário Paulo Dantas disse por exemplo, que respeita o direito de reivindicar dos motoristas, mas que ele também tem direito der usar o sistema de transporte para cumprir o dever de chegar no horário na loja em que trabalha. “meu salário é muito pequeno, vivo das comissões, se perder um dia de trabalho, é um dinheiro a menos que deixo de receber. No final do mês, as contas precisam ser pagas”, reclamou. Junto com Paulo, a enfermeira Carla Vilhena também estava reclamando, pois ela ia entrar de plantão, substituindo outra colega. “Se eu não chegar no horário, po r isso saio bem cedo de casa, minha colega tem que me esperar. Um atraso ou uma falta mexe com a vida de muita gente, sem contar com o atendimento aos pacientes”, revelou a enfermeira que já estava, segundo ela mais de uma hora e meia na parada.
Outra constatação, foi a de que os sistemas alternativo e executivo deu total apoio, durante a paralisação do convencional, transportando a população. Acompanhado do segundo vice-presidente da Câmara, vereador Joãozinho Miranda e da presidente da Federação das Cooperativas do Sistema Executivo, Walderizia Carvalho, o presidente da Comissão de transporte cobrou mais uma vez das autoridades a regulamentação dos modais. “Esse é mais um momento que constatamos a importância do executivo e do alternativo para os usuários. Por isso, esperamos que a licitação para esses modais seja feita o mais rápido possível”, finalizou o presidente.

