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Motoristas de app depredam carros de empresa durante manifestação em Manaus

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Manaus/AM - Ao menos dois carros e dois caminhões de uma transportadora situada em frente ao Instituto Médico Legal (IML), na Avenida Noel Nutels, zona Norte de Manaus, foram apedrejados na noite de segunda-feira (26), durante uma manifestação de motoristas de aplicativos. Quatro pessoas, que trabalhavam na empresa, acabaram sendo agredidas.

De acordo com a proprietária da transportadora, identificada por Nete Maia, a confusão começou porque um motorista da transportadora, que dirigia um caminhão, tentou entrar na empresa e acabou encostando no carro de uma motorista de aplicativo que participava da manifestação.

Conforme Nete, a dona do veículo conversou com o motorista do caminhão e teria dito que estava tudo bem, que não houve prejuízo, mesmo assim, revoltados, os demais motoristas entraram no local e apedrejaram diversos veículos e chegaram a agredir o filho e o sobrinho da proprietária e mais dois funcionários. “A minha empresa fica em frente ao IML e a rua estava intrafegável devido ao manifesto da categoria. Os caminhões estavam voltando para a garagem quando houve esse incidente. A moça que teve o carro encostado pelo caminhão chegou a dizer que não houve prejuízos, mesmo assim, os colegas dela invadiram a minha empresa e disseram que o meu motorista tinha que pagar, mesmo sem ter algum prejuízo no carro da moça”, disse.

Nete contou que o local foi invadido por pelo menos 100 motoristas de aplicativos. Toda ação foi registrada por câmeras de segurança do local. “Em nenhum momento essa moça que supostamente teve o carro invadido veio me procurar. Se ela tivesse vindo e tivesse tido prejuízo, teríamos arcado com isso. Mas os manifestantes não deveriam ter feito o que fizeram, invadiram a minha empresa, depredaram bens, agrediram os meus funcionários que estavam aqui dentro. Se eles não tivessem corrido, meus funcionários poderiam estar mortos”, ressaltou.

A dona da transportadora disse ainda, que durante a confusão, os funcionários tiveram pertences e documentos roubados, bem como objetos de seu escritório. “Meus funcionários tiveram celulares e documento furtados. Eles vasculharam os caminhões, o meu escritório, me dando prejuízo de R$ 10 mil. Quem vai arcar com esse prejuízo? Somos trabalhadores, prestamos serviço a sociedade, pedimos justiça das autoridades”, comentou.

Alguns motoristas de aplicativo, que estavam na manifestação alegaram que só invadiram o local porque o motorista do caminhão teria batido no carro de uma motorista e não queria pagar o prejuízo. Eles disseram ainda, que esse motorista da transportadora estaria armado e teria efetuado disparos para o alto. Porém, Nete, negou que seus funcionários estivessem armados.

“Os motoristas de aplicativo disseram que o nosso motorista estava armado, mas isso não procede. Eu dou absoluta certeza que meus motoristas não andam armados. Vocês podem ver nas imagens que eles nem tinham como se defender. Não tem cenas de tiros por parte dos meus funcionários. O que a gente soube por vizinhos é que houve um barulho de tiro, mas não sabe de onde veio e também sons de fogos”, finalizou.

Um Boletim de Ocorrência (B.O) foi registrado pela transportadora no 27ª Distrito Integrado de Polícia (DIP), que investiga o caso para identificar os responsáveis pela confusão.

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