Manaus/AM – Por causa do foco de monilíase que surgiu no Alto Solimões se espalhe pelo Amazonas e chegue ao Pará, um dos grandes produtores de cacau do Brasil, a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) e a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) assinaram, nessa terça-feira (11), um termo de cooperação técnica com objetivo de desenvolver atividades de defesa agropecuária em conjunto, como fiscalização, educação sanitária e vigilância.
A monilíase é uma praga quarentenária que ataca frutos de cacau e cupuaçu, podendo causar perda total da produção. No ano passado, um foco da praga foi identificado no Alto Solimões. Atualmente, a Adaf, desenvolve ações de contenção e erradicação dos focos nos municípios de Tabatinga e Benjamin Constant, no Alto Solimões.
O termo de cooperação, que tem vigência de quatro anos, deve ser publicado nos diários oficiais do Pará e do Amazonas nos próximos dias. A partir do documento, Adaf e Adepará poderão, conjuntamente, intensificar a vigilância agropecuária em municípios próximos da fronteira entre os dois Estados, como Terra Santa e Juruti, no Pará; e Nhamundá e Parintins, no Amazonas. O objetivo é impedir o trânsito de frutos hospedeiros oriundos do Amazonas para cidades do Estado vizinho.
A preocupação do Pará com a monilíase se deve ao fato de que eventual chegada da praga causaria perdas estimadas em R$ 1 bilhão por ano à economia estadual. Mais de 30 mil pessoas trabalham na cultura do cacau no Pará, de modo que o impacto social da praga seria devastador.
Diante da situação, uma carta será redigida em conjunto por autoridades do Pará, Amazonas, Acre e Rondônia, enfatizando os riscos da praga, e solicitando a liberação de mais recursos federais para fazer frente à emergência fitossanitária.

