Manaus/AM - O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, reconheceu que as mudanças climáticas têm gerado desafios para as populações em áreas remotas, como é o caso de comunidades ribeirinhas do Amazonas, e defendeu que estes deveriam ser retirados e abrigados em locais seguros.
“Não tem jeito. Ali vai trabalhar a vazante, a plantação, saber que ali tem risco. Mas não pode permitir a moradia. Há necessidade de tirar para uma área segura. E não é fácil, eu sei que não é fácil. ‘Ah, mas eu estou vivendo. Foi aqui que nasceu meu pai, foi aqui que eu nasci’. Mas aqui se trata de risco de vida. Quem mora ali, tem ano que é só uma enchente, que consegue sair. Mas quando vem de forma brusca, violenta, ali tem morte, tem a perda de vida humana”, disse o ministro nesta quarta-feira (19) a um veículo local.
Na ocasião, ele destacou as principais medidas tomadas pelo Governo Federal para ajudar a minimizar os impactos da seca. Em 2023, por exemplo, foi realizado um mapeamento de áreas de risco em todo o Brasil, incluindo no Amazonas. Segundo Wellington Dias, o dinheiro do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cerca de R$ 84 bilhões, foi direcionado para essas situações.
Sem contar que foi anunciado a antecipação do pagamento do Bolsa Família aos municípios que já estão em situação de emergência ou calamidade e a liberação no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) que compra alimentos produzidos pela agricultura familiar da região.



