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Ministério Público investiga mortes durante pesquisa com cloroquina em hospital de Manaus

11 óbitos

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Ministério Público investiga mortes durante pesquisa com cloroquina em hospital de Manaus
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Manaus/AM - O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) abriu Procedimento Investigatório Criminal para apurar se houve responsabilidade penal nas 11 mortes ocorridas no Hospital Delphina Aziz durante a pesquisa com a cloroquina em pacientes com a Covid-19, em Manaus. Os responsáveis pela pesquisa “CloroCovid-19” terão prazo de 10 dias para esclarecer os fatos ao órgão ministerial. 

A investigação foi determinada pelo promotor Edinaldo Aquino Medeiros, assinada no dia 18 de junho, porém a portaria de instauração do procedimento foi publicada na última segunda-feira (22), no Diário Oficial Eletrônico do MP-AM. 

A Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado; o Hospital Delphina Aziz; o médico responsável pela pesquisa, Marcus Vinícius Lacerda; e a Comissão Nacional de Ética e Pesquisa (Conep), devem ser notificados, por meio de ofícios, para informarem todos os procedimentos adotados na pesquisa com a cloroquina. Eles têm 10 dias para informarem os dados ao MP. 

A pesquisa “CloroCovid-19” no Hospital Delphina Aziz foi encerrada em abril, mas logo no início dos testes o infectologista Marcus Lacerda informou que houve redução na dosagem da cloroquina para os pacientes graves, pois os primeiros testados haviam agravado o quadro clínico e alguns evoluíram a óbito. Na época, o pesquisador disse que o protocolo de pesquisa seguido era o mesmo adotado em outros países que paralelamente realizavam a testagem da cloroquina.

“Para concluir, o esquema de dose alta de cloroquina (12g) por dez dias não foi suficientemente seguro para garantir a continuidade dessa parte do estudo”, informaram os pesquisadores.

A pesquisa concluiu que o medicamento não possui eficácia no tratamento de pacientes graves com a Covid-19, não recomendando o uso. A Organização Mundial de Saúde (OMS) também chegou a não recomendar mais o uso da cloroquina para o tratamento da Covid-19, mas depois voltou atrás, pois a pesquisa que baseou a decisão apresentou resultados conflitantes.

Veja a portaria de abertura do Procedimento Investigatório Criminal:  

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